segunda-feira, 23 de novembro de 2009

RESSURREIÇÃO DOS MORTOS

RESSURREIÇÃO DOS MORTOS
I Corintios 15.35-52

INTRODUÇÃO

Como será a ressurreição? Como serão os corpos glorificados? São perguntas que os cristãos debatem a milhares de anos. Existem perguntas que só poderão ser esclarecidas no ato da consumação desse maravilhoso evento. Nesse dia seremos transformados e iremos nos encontrar com Cristo nos ares, em seguida voltaremos para reinar com Ele.

DEFINIÇÃO DO TERMO “RESSURREIÇÃO”

Duas palavras gregas originais definem o termo Ressurreição. A palavra “Anastasis” que quer dizer: “tornar a vida” ou “levantar-se”. A outra palavra é “Egeiró” que significa “acordar ou despertar”.

A NEGAÇÃO DA RESSURREIÇÃO PELOS SADUCEUS

Os Saduceus eram religiosos da época de Cristo que negavam a ressurreição (Mt 12.18). Já os Fariseus, que também eram religiosos da época de Cristo, se diferenciavam dos Saduceus pelo fato de defenderem a ressurreição.
Certa vez os Saduceus vieram ter com Jesus e o interrogaram sobre o assunto. Jesus porém respondeu: “Que os mortos hão de ressuscitar também o mostrou Moisés junto da sarça, quando chama ao Senhor Deus de Abraão, Deus de Isaque e Deus de Jacó. Ora , Deus não é Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele vivem todos” (Lc 20.37,38 – ver também Mt 22.31,32; Mc 12.26,27).
Como vimos a Ressurreição já era assunto mesmo antes de Jesus. Encontramos evidências da esperança da ressurreição em vários livros do Antigo Testamento.Um exemplo é a declaração no livro de Jó: “Eu sei que o meu redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumada a minha pele, vê-lo-ei por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros, o verão; e, por isso, o meu coração se consome dentro de mim” (Jó 19.25-27).

COMO SERÁ A SERÁ A RESSURREIÇÃO

Haverá duas Ressurreições: a Ressurreição dos justos e a ressurreição dos injustos (At 24.15). Neste estudo nos limitaremos apenas a ressurreição dos justos, já que a bíblia não da detalhes sobre a ressurreição dos injusto.
A ressurreição dos justos ocorrerá instantaneamente na segunda vinda de Cristo (I Ts 4.16; I Co 15.52). Primeiro serão ressuscitados os que dormem, em seguida os que estarão vivos serão arrebatados (I Ts 4.15-17). Ela será muito rápida. Paulo usa a palavra grega “átomos” que esta traduzida na versão Revista e Atualizada no Brasil como “num momento” (I Co 15.52). O termo “átomo” significa no seu original “Unidade indivisível do Tempo”.

JESUS, AS PRIMICIAS DOS QUE DORMEM.

Paulo associa, de forma inseparável, a ressurreição dos santos com a ressurreição de Cristo. O mesmo poder que ressuscitou Cristo ressuscitará seu povo (I Co 6.14; II Co 4.14). A ressurreição de Cristo foi, em si mesma, o primeiro ato da ressurreição final. “As Primícias”, da qual a ressurreição escatológica será a colheita (I Co 15.20). A ressurreição dos santos depende da ressurreição de Cristo (I Ts 4.14).

COMO SERÃO OS CORPOS RESSURENTOS

O corpo da ressurreição é um corpo adaptado para a vida do Reino de Cristo. Segundo George Eldon Ladd “é um corpo que transcende a experiência histórica presente”. Paulo registra que existe diferença entre o corpo terrestre e o corpo glorificado (I Co 15.35-41). Segundo Paulo o corpo físico é corruptível, frágil e trás desonras. Já o corpo transformado é incorruptível, glorioso e poderoso (I Co 15.42,43). Ele usa duas palavras gregas para reforçar a diferença entre os dois corpos. A primeira palavra é “psychikon” e não pode ser traduzida literalmente, embora pelo fato de que “psychê” significar “alma”, aqui a expressão “psychikon soma” está traduzida por “corpo natural” (ARA, NVI – I Co 15.44). A segunda palavra se encontra no mesmo versículo, e é “Pneumatikon”, isto é, não constituído de “pneuma” (Espírito), mas preparado para o mundo espiritual. Esse será o corpo da ressurreição.
Contudo, Paulo não tenta descrever a natureza do corpo da ressurreição e nada fala a respeito de sua constituição.

CONCLUSÃO

A ressurreição dos mortos e a transformação dos vivos, na qual o Apóstolo Paulo chama de “Mistério” (I Co 15.51), é o maior evento esperado pelo povo de Deus. Muita coisa, como dissemos no início desse estudo, só saberá quando se consumar. Porém estudar e aguardar esse evento glorioso nos trás esperança e alegria de que seremos transformados, para nos encontrar com Cristo nos ares.

BIBLIOGRAFIA

v CABRAL, Elienai - CPAD (Casa Publicadora das Assembléias de Deus) – Lições Bíblicas – 1º Trimestre 2001.
v SHEDD, Bíblia de Estudos – Nota de rodapé - Tradução João Ferreira de Almeida – Edições Vida Nova.
v LADD, George Eldon – Editora Hagnos – Teologia do Novo Testamento – Edição Revisada 2003.
v JOINER, Eduardo – Manual Pratico de Teologia – Editora Central Gospel – 2ª Edição 2007.

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