segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O QUE É DEUS

O QUE É DEUS
Atos 17.22-29

INTRODUÇÃO

Conhecer a Deus é uma tarefa que muitos estudiosos e filósofos tentam alcançar desde os primórdios. Por causa do pecado foi estabelecida uma “parede” de separação entre Deus e o homem. Porém através da revelação da Palavra de Deus e do Sacrifício Vivo de Cristo por nós, essa “parede” foi derrubada. Hoje voltamos a ter intimidade com Deus e todos os dias aprendemos, mais e mais Dele. Através desse estudo o Espírito Santo irá iluminar sua mente para conhecer um pouco mais do “GRANDE EU SOU” (Ex 3.14).

DEFINIÇÃO DO TERMO “DEUS”.

O vocábulo “Deus” não é um nome e sim um título, que vem do Latim “Deo”, e significa “princípio supremo”. No grego original é “Theos” que significa “divino, divindade ou deidade”. No Hebraico o título “Deus” é “El”, e é usado em algumas combinações:
El-Elyon – Deus Altíssimo. (Gn 14.18-20)
El-Shadday – Deus Todo Poderoso. (Ex 6.3)
El-Olam – Deus Eterno. (Gn. 21.33).
Outro título hebraico muito usado na Bíblia para designar Nosso Deus é “Adonai”, que significa literalmente “Senhor” ou “Mestre”.



O NOME DE DEUS

O nome de Deus é descrito pelos hebreus em forma de um tetragrama impronunciável: YHWH. Para se tornar pronunciável foram acrescentados algumas vogais: YeHoWaH, JeHoWaH, JáHWeH ou YaHWeH. Esse tetragrama tem origem nos três tempos do verbo “Ser”: “EU ERA, EU SOU, EU SEMPRE SEREI” ( Ex 3.14; Ap 1.8).
Alguns adjetivos são acrescentados a esse Nome, nas Escrituras Sagradas:
JEOVA RAFA -O Senhor Cura. (Ex. 15.26)
JEOVA NISSI - O Senhor, Nossa Bandeira. (Ex 17.8-15)
JEOVA SHALON - O Senhor, Nossa Paz. (Jz 6.24)
JEOVÁ RAAH - O Senhor, Meu Pastor. (Sl 23.1)
JEOVA TSIDKENU - O Senhor, Nossa Justiça. (Jr 23.6)
JEOVA JIREH - O Senhor Provê. (Gn 22.14)
JEOVA SHAMMAH - O Senhor Está Ali. (Ez 48.35)

O QUE É DEUS

A pessoa de Deus não admite nenhuma definição cientifica, filosófica ou teológica. Aristóteles (384-3221 a.C.), definia Deus como “Causa Prima e Motor Imóvel”. A.B. Langston define Deus da seguinte forma: “Deus é Espírito, pessoal, perfeitamente bom , que em santo amor cria, sustenta e dirige tudo”. Apesar de uma definição louvável sobre Deus, ela é incompleta. Outra excelente definição sobre Deus se encontra no Catecismo de Westminster: “Deus é Espírito infinito, eterno e imutável em seu ser, sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade e verdade”.

MOTIVOS PARA SE CRER EM DEUS

Já na época de Platão (427-347 a.C.), os filósofos procuram provas da existência de Deus. Anselmo de Cantuária (1033-1109), argumentou: “Todo homem possui o conceito de um ser perfeito, portanto existe um ser perfeito no universo que é Deus”. O teólogo e filósofo Tomás de Aquino (1225 – 1274), disse a favor da existência de Deus: “Se existe movimento no Universo, então existe um motor que causa o movimento, e, esse motor é Deus”.
O argumento Teológico para a existência de Deus é que: “Existe ordem no Universo e alguém organizou tudo isso” (Gn 1.1-2.3). Estamos a 16 Km das placas, que nos protegem do calor do centro da terra. O mundo contem evidência de um ser inteligente que tem propósito e um fim. O apóstolo Paulo defende que todos os homens tem o conhecimento do Deus Criador através “das coisas que foram criadas”’, e por isso “tais homens, são indesculpáveis”, quando incultando por sábios, tornam-se loucos, negando a existência de Deus (Rm 1.18-23).

ATRIBUTOS DE DEUS

1) Deus é Espírito (Jo 4.24). – Deus não possui nenhum corpo físico, nem forma visível. Quando a Bíblia fala sobre Olhos, ouvidos e outros membros do corpo, referindo-se a Deus, é uma forma antropomorfia (atribuir forma e atributos humanos a animais ou divindades). A Bíblia Sagrada usa muito antropomorfismo. Por ser Espírito Deus é Onipresente, não se limitando ao tempo ou espaço (Mt 18.20; 28.20). Deus sendo Espírito é imortal, invisível e eterno. Por isso Paulo diz aos Atenienses, que Ele “Não habita em templos feitos por mãos humanas”(At 17.24).
2) Deus é Transcendente. Isso é, não necessita da criação. Ele está acima de todas as coisas criadas e nada o restringe a elas (Sl 8.1-4; Is 6.1). O termo “Asseidade”refere-se ao atributo de Deus concernente a sua auto existência, não dependendo da criação ou de alguém (Jo 5.26).
3) Deus é imanente. Ao mesmo tempo que Deus existe “além” do mundo, através de sua transcendência, Ele está “no” mundo, através da sua Imanência. Deus esta presente no destino da humanidade e de cada criação, através de seus feitos e providências. A Salvação é obra da imanência de Deus em Cristo, o qual manifesta-se como “o caminho”para conduzir o homem a Deus (Jo 14.6)
4) Deus é Todo Poderoso – Ele é o Deus Onipotente, soberano sobre tudo e todos (At 14.25,26).
5) Deus é Um Ser Pessoal. Como um ser pessoa ele possui:
a) Emoções (Zelo Dt 5.9; Compaixão Sl 103.13; Piedade Sl 145.7,8; Amor Jr. 31.3; Vida Gn 16.14, Ex 3.14, Sl 33.13,14, 139.16, Jo 5.26, 8.58, 10.10-13, i Ts 1.9, I Tm 4.10, Hb 10.30,31).
b) É inteligente (I Sm 2.3; Is 11.2; Rm 11.33).
c) É ativo (Sl 92.4,5; Dn 6.27; Jo 5.17).

Esses são alguns atributos da personalidade de Deus, inerentes a Ele e não formas antropopáticas. Devemos tomar muito cuidado para não confundir os atributos da personalidade de Deus com Antropatia (Atribuição de sentimentos a divindades, animais ou objetos).

CONCLUSÃO

Deus não pode ser compreendido por qualquer mente finita. Todavia o homem foi criado com a capacidade de examinar, descobrir, avaliar e entender. Através da Palavra e do relacionamento íntimo com Deus, muito se pode saber de Dele, mesmo que Ele seja incompreensível. Espero que através desse estudo você tenha uma compreensão melhor a respeito de Deus.

BIBLIOGRAFIA

¨ SHEDD, Bíblia de Estudos – Nota de rodapé - Tradução João Ferreira de Almeida – Edições Vida Nova.
¨ MATA, Rosemary Gonzalez da – Apostila do IBBC (Instituto Bíblico “O Brasil Para Cristo”) – Teologia de Deus – Módulo.
¨ CABRAL, Elienai - CPAD (Casa Publicadora das Assembléias de Deus) – Doutrinas Bíblicas - Lições Bíblicas – 1º Trimestre 2001
¨ EVANS, C. Stephen – Editora Vida – Dicionário de Apologética e Filosofia da Religião – Tradução Rogério Portella – Edição 2004.
¨ SOARES, Armando – Editora Angelotti – Moderníssimo Dicionário Brasileiro – revisto e ampliado pela Profª Vera Lúcia Rodrigues da Silva. Edição não mencionada pela Editora.

A PESSOA DE JESUS CRISTO

A PESSOA DE JESUS CRISTO
JOÃO 1.1-14

DEFINIÇÃO DO NOME

O nome Jesus vem do hebraico “Yeshoua”, um nome comum na época.
O nome Cristo vem do grego “Christos” que significa “ungido” ou “messias” do hebraico “Hamashia”.
Os judeus aguardavam um Hamashia (Cristo), que lhes trariam restauração a Israel. (Is 49.1-26). Esse Hamashia que os judeus esperavam nasceu em Belém de Judá com o nome de Yeshoua (Jesus). Por isso Jesus Cristo (Yeshoua Hamashia).

Jesus e sua duas naturezas

João 1.1-14 fala de Jesus usando um termo filosófico popularizado por Sócrates e Platão: O verbo (logos) Criador. João falando de Cristo diz que o Verbo era Deus. Se Jesus é Deus, portanto Ele tem uma natureza divina.
No versículo 14 João também diz: ”O verbo se fez carne e habitou entre nós”. Isso nos leva a crer que Jesus se fez humano, portanto Ele tem também uma natureza humana. E é sobre essas duas naturezas que iremos estudar a seguir.

A natureza divina de Cristo (Fp 2.6)

Ario (séc III e IV) ensinava que Jesus era o primeiro e o mais excelente ser que Deus criou, negando Cristo como eterno criador e Deus. O arianismo esta presente em nossos dias através dos “Testemunhas de Jeová”, que negam Cristo como Deus e Criador. Ario foi considerado herege no Concílio de Nicéia (325), onde a Igreja declarou que Cristo “foi gerado, não criado; consubstancial com o Pai”.
As Testemunhas de Jeová assim como as seitas não cristãs negam o Jesus Criador, mas segundo João 1.1-3,10,11, Cristo estava no princípio da criação e participou da criação do mundo. Jesus como Criador, e não criado; é o próprio Deus semelhante ao Pai. E como Deus Ele possui alguns atributos divinos:
v ETERNIDADE (Ap 22.13, Hb 1.12).
v ONIPOTENCIA (Jo. 1.3, Ef 1.22, Cl 1.17, Hb 1.3, Ap 1.8; 17.14).
v IMUTABILIDADE (Hb 13.8)
v ONISCIÊNCIA (Jo. 16.30; 21.17; Ap 2.2,19; 3.1,8, 15).
v ONIPRESENÇA (Mt 28.20; Ef 1.21).
A Vida Eterna esta em Cristo. A bíblia também fala de Jesus como “Portador da Vida” (Jo 1.4). Só podemos ter a vida eterna através de Cristo.
Pelo que estudamos até agora, nos deixa claro que Cristo não era um “espírito evoluído” com declaram os espíritas, nem um homem bom criado por Deus com atributos divinos como dizem as Testemunhas de Jeová, mas Jesus Cristo era o próprio Deus, que “se fez carne e habitou entre nós”. Ele não deixou de ser Deus pelo fato de ter se feito homem, mas continuou a ser 100 % Deus como foi em toda a eternidade.

A HUMANIDADE DE CRISTO

A humanidade de Cristo se divide em duas questões fundamentais, que ao mesmo tempo causa muitas divergências. As questões são:
Cristo tinha um corpo físico real?
Cristo tinha uma alma humana?
Essas questões serão discutidas e respondidas nesse estudo.

Cristo tinha um corpo fisico REAL?

O evangelho de João foi escrito para combater um grupo herético muito conhecido, chamado “gnósticos”. Eles negavam a natureza humana de Cristo pelo fato de acreditarem que a matéria era má; e por isso Cristo sendo essencialmente bom, não poderia ter um corpo humano mal. Essa idéia influenciou Marcião (nascido em 139), que se tornou o mais perigoso representante do gnosticismo de todos os tempos.
Marcião não aceitava a humanidade de Cristo e cria que o corpo de Cristo não era real, e que Ele não havia sido concebido, e sim que desceu do céu com aparência de um corpo humano em Carfanaum, para anunciar a existência do principio do bem.

A verdade é que Cristo tinha um corpo humano real, “nascido de uma mulher” (Lc 2.4-7; Gl 4.4). Tinha aparência de um homem típico de sua época (Jo. 4.9; 20.15). Esse corpo tinha as mesmas limitações de um homem comum como:
v Fadiga (Jo. 4.6).
v Fome (Mt 4.2; 21.18).
v Sede (Jo 4.7; 19.28).
v Sono (Mt 8.24)
v Dor (Mc 15.15-19)



Cristo tinha uma alma HUMANA?

A outra questão fundamental para compreendermos a humanidade Plena de Cristo, é se Ele tinha, ou não, uma alma humana. Um bispo sírio do século IV, chamado Apolinário, com base em uma leitura errada de Jo. 1.14, afirmava que Jesus era humano fisicamente, porém sua alma era divina.
Se Cristo não possuía uma alma humana, Ele não seria humano. Nós acreditamos que Jesus possuía sim uma alma humana (Hb. 4.15). Jesus era 100 % homem, e como homem se fez sacrifício vivo na cruz em meu e no seu lugar. Por isso Ele é o nosso Cordeiro Pascal, que morreu em nosso lugar, e o anjo da morte não nos alcançou.

Bibliografia:

v PENTECOSTAL Bíblia de Estudos – Nota de rodapé – Editora CPAD (Casa Publicadora das Assembléias de Deus)
v SHEDD, Bíblia de Estudos – Nota de rodapé - Tradução João Ferreira de Almeida – Edições Vida Nova.
v CABRAL, Elienai - CPAD (Casa Publicadora das Assembléias de Deus) – Lições Bíblicas – 1º Trimestre 2001
v IBBC (Instituto Bíblico O Brasil Para Cristo) – Modulo IV - Curso Teológico – DOUTRINA DE CRISTO - Cristologia

DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO

DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO
João 14.16,17

INTRODUÇÃO

O nosso Deus é um Deus trino: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Um único Deus com três pessoas distintas. Através desse estudo iremos aprender sobre a Terceira Pessoa da Trindade: O Espírito Santo. Ele tem operado no meio da Igreja através dos dons distribuídos aos santos, nesses dias da proclamada “Dispensação do Espírito Santo” (2 Co 3.8).

O ESPÍRITO SANTO NA ÉPOCA DO ANTIGO TESTAMENTO

No Antigo Testamento o Espírito Santo, no hebraico original “Rûah YHWH” (Espírito de Deus), não era visto como uma pessoa ou Deus e sim como uma força ativa. Alguns versículos da bíblia a palavra hebraica para “Deus” é usada no plural, dando a base, mais tarde, para a Doutrina da Trindade (Gn 1.1,26; 11.7). Através dessa Doutrina sabemos hoje, que o “Rûah YHWH” é o próprio Deus.
No Antigo Testamento Ele estava presente na criação (Gn 1.2; Is 40.12,13; Jó 26.13). Estava presente na história, através da qual homens foram justificados pela Fé (Rm 4). Na inspiração dos profetas (Ez 2.1,2). Na inspiração dos autores das Escrituras Sagradas (2 Pe 1.21). Na distribuição de dons aos crentes (Gn 4.38; Ex 31.2-5; Nm 11.25; 27.18; Jz 6.34). E na capacitação dos servos para o serviço (Zc 4.6).

O ESPÍRITO CONSOLADOR

A palavra “Espírito” vem do grego “pneuma”. Pneumatologia é o estudo da Doutrina bíblica sobre a pessoa do Espírito Santo.
Jesus chama o Espírito Santo de “Consolador”(Jo 14.16). Esse vocábulo no grego é “Paraklêtos”, e tem o significado de “Advogado”. Essa mesma palavra é usada em 1º João 2.1, para designar a pessoa de Jesus. O termo ganha amplitude, pois o Espírito, assim como Jesus, não apenas foi um advogado, mas uma pessoa que encorajava, aconselhava, dava força, motivação, entusiasmo e poder.

O ESPÍRITO SANTO É UMA PESSOA

O Espírito Santo não é uma força ativa, uma energia ou um poder. Ele é uma pessoa. Apesar do substantivo grego “Pneuma” (Espírito) , ser neutro, quando usado para se referir ao Espírito Santo vem sempre acompanhado de pronome pessoal masculino. Exemplo: “O Espírito da Verdade, que (ho) Dele procede, esse (Ekeinos) Dara testemunho de mim” (Jo 15.26).
Em João 14.16 o texto trás a expressão “Allo Paraklêtos” que traduzido é “outro Consolador”. Essa expressão (Allo/ outro) indica que o Espírito Santo é alguém do mesmo tipo que Jesus, uma personalidade distinta do Pai.
Como pessoa o Espírito Santo possui:
Inteligência (1 Co 2.10,11; Rm 8.27)
Vontade (1º Co 12.11, At 13.1-3).
Emoções ou Sentimentos (Ef 4.30; Rm 15.30).

O ESPÍRITO SANTO É DEUS

Jesus falou de vinda do Espírito Santo como um “Outro” igual a Ele . Se Jesus é Deus, logo o Espírito Santo também é. R.E. Brawn disse “De muitas e variadas maneiras o Paraklêto está para Jesus assim como Jesus está para o Pai”. Compare a semelhança do Espírito Santo com Jesus Cristo: 1) O Espírito é Santo porque Jesus é santo. 2) O Espírito é o Espírito da Verdade porque Jesus é a verdade.
Como Deus Ele possui alguns atributos:
1. Eternidade (Hb 9.14)
2. Onipotência (Sl 139.7,8)
3. Onisciência (1 Co 2.10)
4. Soberania (Jo 3.8)
5. Santidade (Mt 28.19)
6. Existência Própria (Hb 9.14)

O ESPÍRITO SANTO E SUA MISSÃO

Ele ensina e relembra (Jo 14.26). O Espírito Santo é que trás a memória tudo aquilo que o discípulo ouviu ou leu, e o capacita a transmitir a outras pessoas. Através da inspiração do Espírito Santo, foram escritos os livros da bíblia (2 Pe 1.20,21; 1Co 2.6-16), Muitos pregadores e evangelistas pregaram e ainda pregam a verdadeira Palavra de Deus.
Ele dá testemunho de Jesus (Jo 15.26). A missão do Espírito Santo está vinculada com a de Cristo, e isso testifica que Jesus é o Único e Suficiente Salvador.
Ele guia a toda verdade (Jo 16.13). Jesus prometeu que o Espírito Santo guiaria seus discípulos em toda a verdade, isto é, á plena revelação da mente de Deus e do seu propósito na Redenção. Hoje os verdadeiros discípulos de Cristo, que dão lugar ao Espírito Santo, são guiados pela verdade e não são enganados pelos falsos mestres (Mt 7.15; Mc 13.22).
Ele convence o mundo (Jo 16.8). O verbo “convencer” no grego original é “elegsei” e significa “persuadir”, “trazer a luz” (Jo 3.20; 8.46; Ef 5.11; Tt 1.9). Existe outro sentido para o verbo que é o de “disciplinar”, “corrigir” (Mt 18.15; Lc 3.19; 2 Tm 3.16; Hb 12.5; Ap 3.19). Portanto a expressão no grego original “Elegsei kosmos” (Convencerá o mundo), mostra que o Espírito Santo “traz a luz” o pecado do homem e após convencer o homem de seus pecados, apresenta a única solução para seu estado; a redenção mediante a “Justiça de Cristo” (Rm 3.21-25). A palavra “Kosmos” (mundo) refere-se a toda a humanidade. Esse “convencer” não significa ser forçado a reconhecer o pecado, pois o Espírito não utiliza-se de argumentos da lógica humana; convence-o apenas pelo seu poderoso e persuasivo testemunho.
O Espírito glorifica a Cristo (Jo 16.14). Seu ministério é revelar aos homens as coisa de Cristo. Seu propósito é dar testemunho de Cristo, que já não estará mais corporalmente no mundo (Jo 15.26). Ele revela à humanidade (Kosmos) as riquezas da pessoa de Jesus, de tal maneira, que ninguém pode reconhecer que Jesus é Senhor senão pelo Espírito Santo (1 Co 12.3).

CONCLUSÃO

O Espírito Santo é uma pessoa, distinta do Pai. Foi prometido por Cristo para ensinar e guiar os santos à verdade, dar testemunho e glorificar a Jesus. Ele não é uma criatura, uma força ou um poder impessoal. Ele é Deus (At 5.4).

BIBLIOGRAFIA

¨ SHEDD, Bíblia de Estudos – Nota de rodapé - Tradução João Ferreira de Almeida – Edições Vida Nova.
¨ CABRAL, Elienai - CPAD (Casa Publicadora das Assembléias de Deus) – Doutrinas Bíblicas - Lições Bíblicas – 1º Trimestre 2001
¨ EVANS, C. Stephen – Editora Vida – Dicionário de Apologética e Filosofia da Religião – Tradução Rogério Portella – Edição 2004.
¨ LADD, George Eldon – Editora Hagnos – Teologia do Novo Testamento – Edição Revisada 2003.
¨ LIMA, José Hélio de – Adaptação da Apostila Anterior de Autoria Desconhecida – Módulo II – Pneumatologia – IBBC (Instituto Bíblico O Brasil Para Cristo).
¨ CASIMIRO, Arival Dias – SOCEP Editora – Nossa Revista – Edição nº 40 – “O Consolador” – 1ª Edição – Setembro /2005.

DOUTRINA DA SALVAÇÃO

DOUTRINA DA SALVAÇÃO
Romanos 5.1-11


INTRODUÇÃO

Como já estudamos nas lições passadas o homem foi criado a imagem e semelhança de Deus sem pecado, porém, por causa da tentação, ele pecou (errou o alvo) contra as ordens de Deus. A morte pelo pecado passou a todos os homens, e todos nascem espiritualmente mortos (Rm 5.12). Todos os homens são culpados perante Deus e necessitam arrepender-se para serem salvos.
A salvação nos é concedida mediante a graça de Deus manifesta em Cristo Jesus e está baseada na morte, ressurreição e exaltação do Filho de Deus para restaurar o homem do pecado, e conseqüentemente, livrá-lo da condenação eterna.

O ARREPENDIMENTO

O primeiro agente da salvação é o arrependimento do homem. A palavra vem do original grego “methanóia”, que significa “dar meia volta” ou “mudança de mente”. Quando o pecador se arrepende dos seus pecados, ele dá início no processo de salvação da sua vida. O arrependimento verdadeiro é necessário para a salvação (Mt 4.17; Lc 13.3). O arrependimento é a conversão verdadeira a Jesus, e, cancela (elimina da alma) os pecados, inclusive o pecado original que é o pecado que nos faz nascer separados de Deus (At 3.19). Se arrepender é desejar sinceramente que alguma coisa que se fez seja desfeita. Esse arrependimento não é parcial ou mundano, como acontece quando alguém se arrepende por causa de um prejuízo ou castigo que sofreu. O arrependimento verdadeiro que leva o homem pecador a salvação é a “tristeza” divinamente operada no coração do pecador pela Palavra de Deus e pelo Espírito Santo (2Co 7.10).

JUSTIFICAÇÃO

Três palavras gregas são usadas no original para “Justificação”: “Dikaoõ”, ocorre 39 vezes no Novo Testamento, significa “tratar como justo” ou teologicamente uma pessoa declarada justa. “Dikaios”, aparece 89 vezes no Novo Testamento, significa “Justo, honrado”. O substantivo “Dikaiõsyne” aparece 90 vezes no Novo Testamento e significa “Justiça”.
Definição do termo: A “Justificação” é um termo forense que significa “tornar justo”, “provar em juízo”, “legitimar”. Ao analisarmos a formação da palavra veremos que ela é composta de outras três palavras: “justo”, “ficar” e “ação”; isso quer dizer que ser justificado nada mais é do que a “ação de ficar justo”. Segundo a Bíblia Sagrada a justificação é o ato de Deus declarar o pecador que pela fé aceita Jesus por seu único e suficiente Salvador (Rm 5.1-11).

v A Justificação é um ato da Graça de Deus, através da morte sob a condição da Fé (Ef. 1.7; 2Co 5.21). Graça é o favor divino dispensado ao homem sem que ele mereça. A Fé necessária para obter de Graça a Justificação, segundo Tiago não é a Fé morta, mas uma Fé viva em Jesus, cheia de Boas Obras (Tg 2.14-26).
v Através da Justificação é imputada a Justiça de Deus que nos salva de Sua Ira (Rm 5.9). A ira de Deus é uma expressão antropopática (Atropopatia é a atribuição de sentimentos humanos a Deus), que representa a reação automática de sua Santidade contra o pecado. Através da Justificação o homem condenado a Ira de Deus, passa a ser considerado justo (Rm 3.24-28; 1Co 1.30).
v A Justificação nada mais é do que o “Perdão dos Pecados” (At 13.38; Rm 3.24-26; 4.5-7). O réu de Juízo eterno se torna justo por meio de um justificador, a saber Jesus.


REGENERAÇÃO OU NOVO NASCIMENTO

A palavra “Regeneração” vem do grego “Palingenesia” e significa “Novo Nascimento”. Apesar de acontecer simultaneamente com a Justificação, a Regeneração é de natureza diferente; é a obra do Espírito Santo operada no discípulo, que o leva a Nascer de Novo (Jo 3.3; Tt 3.5). Regeneração significa revivificar ou fazer viver novamente (Ef 2.1). A Regeneração é tratada às vezes de Nova Criação, quando se trata da restauração da alma espiritualmente morta pelo pecado (2Co 5.17; Gl 6.15; Ef 2.10). Quando somos Regenerados saímos do mundo dos mortos (deste século) e ressuscitamos para uma nova vida em Cristo (Ef 2.5,6; Rm 6.2-7). Isto é, não vive mais com os propósitos deste mundo e sim com os propósitos do Reino dos Céus, da Vida Eterna com Jesus. Isso consiste em mudança de hábitos (Cl 3.9,10).
A Regeneração não é batismo nas águas. O Batismo nas Águas simboliza a Regeneração, mas não a produz.

SANTIFICAÇÃO

O termo “Santificação” significa “tornar-se santo”, “consagrar-se”, “separa-se do mundo” para pertencer a Deus.
Existem dois tipos de Santificação: Posicional e progressiva. A Santificação Posicional é quando o discípulo é santificado pelo Sangue de Jesus no ato da Justificação. Esse tipo de santificação esta bem explicita em Efésios 5.26, quando o verbo é um aoristo no grego, indicando um único ato, em vez de uma experiência continuada.
A Santificação Progressiva começa no ato da Justificação e só termina quando, no céu, encontrar-nos com Cristo, onde seremos perfeitos para sempre (II Co 7.1; Ef 4.12,13). Aqui o discípulo é santificado gradualmente mediante a Palavra de Deus (Sl 119.9; Jo 17.17; Ef 5.26; I Pe 1.22; I Jo 1.7).

CONCLUSÃO

A Doutrina da Salvação abrange outros aspectos, porém nos limitamos a estudar esses quatro: Arrependimento, Justificação, Regeneração e Santificação. Espero que através desse estudo você possa ter um conhecimento básico sobre o que Jesus fez por você na Cruz do Calvário.

BIBLIOGRAFIA

v CABRAL, Elienai - CPAD (Casa Publicadora das Assembléias de Deus) – Lições Bíblicas – 1º Trimestre 2001.
v SHEDD, Bíblia de Estudos – Nota de rodapé - Tradução João Ferreira de Almeida – Edições Vida Nova.
v JOINER, Eduardo – Manual Pratico de Teologia – Editora Central Gospel – 2ª Edição 2007
v STEVANATTO, Joel e Leonor – Editora Aleluia – Crescimento da Igreja – Edição março de 2004.
v LADD, George Eldon – Editora Hagnos – Teologia do Novo Testamento – Edição Revisada 2003.
v AUTOR DESCONHECIDO – Editora CPAD (Casa publicadora das Assembléias de Deus) – Apostila do Conselho de Doutrina da CGADB – Doutrinas Fundamentais.
v FOULKES, Francis – Editora Mundo Cristão – Efésios, Introdução e Comentário – Reimpressão da 2ª Edição – Outubro de 1989.

O QUE É O HOMEM

O QUE É O HOMEM
GENESIS 1.26-30

INTRODUÇÃO

A “Teoria da Evolução das Espécies” do inglês Charles Robert Darwin (1809-1882), afirma que o Homem é resultado evolutivo de formas inferiores de vida na terra. Darwin a exemplo de James Burnett (1773), o primeiro a afirmar que o homem veio do macaco, publicou “A descendência do homem”, defendendo o mesmo ponto de vista.
Enquanto Darwin acreditava que homem veio do macaco, o filósofo e psicanalista Sigmund Freud (1856-1939), afirmava que o homem era um ser meramente biológico e psicológico, que nada mais resta após a morte.

O QUE A BIBLIA DIZ SER O HOMEM

A Bíblia descreve em Gn 1,26,27;2.7,21-23, a criação do homem,onde primeiro homem é criado por Deus a sua imagem e semelhança. O primeiro homem é chamado na bíblia de Adão, palavra que vem do hebraico “Adam”, que significa avermelhado ou aquele que foi feito de “adamah” (terra) e que tem a pele da cor de “edom” (vermelho), por causa do “dam” (sangue).

A CRIAÇÃO DO HOMEM É IMPAR

Ouve um diálogo no céu (reunião), entre a trindade (Pai, Filho e Espírito Santo) para se fazer o homem segundo Gênesis 1.26,27. A bíblia cita o verbo FAÇAMOS que indica a realização de uma Assembléia Celeste. “O homem é a coroa da criação de Deus”.
O homem se destaca dos outros animais pelo fato de possuir elementos como: personalidade, vontade, sentimentos e consciência. O homem é um ser racional com capacidade para pensar e inventar. Ele também é ser moral com capacidade de discernimento e livre arbítrio.

PROPÓSITO DA CRIAÇÃO DO HOMEM

1. O homem foi criado por Deus do pó da terra, isso para mostrar a ele sua fragilidade e a dependência total de seu Criador. Isso nos mostra que o homem foi criado com o propósito de SER DEPENDENTE DE DEUS.
2. O homem foi criado para ser amigo e se relacionar com Deus. (Gn 2.15-17; 3.8-10)
3. O homem foi criado para ser a Glória de Deus (1ª Co 11.7).
4. O homem foi criado para ser uma alma vivente. Diferente dos animais, que não possuem alma (psique) e sim instinto, o homem possui uma biforme natureza: material e espiritual. Segundo a bíblia o homem foi o único ser criado que foi soprado em suas narinas o sopro de Deus (Gn 2.7).
5. O homem não foi criado para morrer, mas não foi criado imortal. Necessitava da arvore da vida (Gn 3.22-24).
6. O homem foi criado para dominar (Gn 1.28).

A QUEDA DO HOMEM E SUAS CONSEQUENCIAS

Deus dá uma ordem para Adão e Eva “da arvore do conhecimento do bem e do mal não comerás” (Gn 2.17a). Mas o relato bíblico de Gênesis 3, fala da sedução do homem pela serpente. Isso nos leva a crer que o pecado não surgiu no coração de Adão, porque ele era puro (O homem foi criado puro, sem pecado). A tentação veio de fora, da parte de satanás.

A queda trouxe algumas conseqüências para o homem:
Conhecimento do mal (Gn 3.22)
Perda da comunhão com Deus (se tornou inimigo de Deus)
Natureza moral pervertida (caráter manchado) (Rm 5.12)
Medo de Deus e senso de Culpa (Gn 3.7,8)
Foi posto para fora do Éden (Paraíso) (Gn 3.23,24)
Tornou-se escravo do pecado e do diabo
Concepção com dor multiplicada (Gn 3.16)
Trabalho com fadiga (Gn 3.17,19)
Morte espiritual (separação de Deus) (Rm 6.23)
Morte física (Gn 3.22)
Maldições da terra (Gn 3.17,18)
O domínio da terra passa para as mãos do diabo
Corpo sujeito a enfermidade

O pecado de Adão trouxe aos homens muitos prejuízos. O homem foi criado para ter uma intimidade com Deus, agora ele se tornou inimigo Dele. Por esse motivo o homem regenerado em Cristo tem que buscar essa comunhão perdida com a queda, através do culto racional ao Senhor.

CONCLUSÃO

O homem não é o resultado evolutivo de espécies inferiores de vida na terra, nem um ser meramente biológico e psicológico que ao morrer nada mais resta. O homem foi criado com propósito maior, que é o de ter um relacionamento com Deus e para satisfação de sua vontade soberana (Ef 1.5,6, 9; Ap 4.11).

BIBLIOGRAFIA
v SHEED, Bíblia de Estudos – Tradução João Ferreira de Almeida – Edições Vida Nova.
v CABRAL, Elienai -CPAD (Casa Publicadora das Assembléias de Deus) – Lições Bíblicas – 1º Trimestre 2001.
v IBBC (Instituto Bíblico O Brasil Para Cristo) – Modulo IV - Curso Teológico – DOUTRINA DO HOMEM

DOUTRINA DO PECADO

DOUTRINA DO PECADO
Gênesis 3.1-13

DEFINIÇÃO DO TERMO

O termo mais usado para pecado no Antigo Testamento é a palavra hebraica “Chata’th”, e no Novo Testamento é usado a palavra grega “Hamartia”. As duas palavras têm o mesmo significado: “Errar o Alvo” (quando um arqueiro que atira flechas erra o alvo).
Existem outros termos usados para pecado na bíblia:
a- Avon (hb) e adikia (gr). Aqui o sentido indica “falta de integridade”; alguém que se desvia do seu caminho original.
b- Pesha (hb) e parabasis (gr). O pecado é visto como uma revolta; uma insubordinação à autoridade legítima de Deus, ou rompimento de um pacto ou aliança.
c- Resha (hb) e paraptoma (gr). Significam fuga culposa da lei.

ORIGEM DO PECADO

O pecado teve sua origem no céu (Éden mineral),onde um querubim com o título de lúcifer, que ministrava diante do Santo Monte de Deus, encheu-se de arrogância e desejou usurpar o trono de Deus (Is 14.13,14; Ez 28.11-19). Esse querubim juntamente com outros anjos que não guardaram seu principado (Jd 6), foram destituídos de suas funções celestiais e lançados na terra.

O PECADO ORIGINAL

Como estudamos na lição passada (Quem é o Homem), a “queda do homem” trouxe vários prejuízos para a humanidade.
O pecado que Adão cometeu não foi influenciado de dentro de seu coração (o pecado não veio do interior do homem), mas foi influenciado por algo exterior (a serpente). O homem era puro, sem malícia. Mas a partir do momento em que ele peca o pecado passou a fazer parte da natureza humana. O homem agora já nasce voltado para o mal e não para o bem como foi criado originalmente.
A partir do pecado de Adão o homem se tornou culpado em sua própria natureza. Existe uma idéia errônea que uma criança ao nascer é inocente. A criança já nasce culpada e carece da absolvição que vem de Cristo.(Rm 5.12-19; Ef 2.3; I Co 15.22; Is 8.46; Sl 143.2).




PECAR E VIVER NO PECADO

Toda pessoa nascida de novo em Cristo Jesus, foi liberta do pecado; porém ainda pode pecar, devido a nossa natureza que inclina para o pecado. Isso é meio confuso: Se fui liberto do pecado, então por que ainda peco? A resposta é simples: Jesus nos liberta do viver em pecado, e quando pecamos Ele é nosso advogado (1 João 2.1). Isso quer dizer que aquele que está em Cristo não vive mais sobre a prática do mesmo pecado.

O PECADO GRAVE OU NÃO

Existe uma idéia pregada nas igrejas sobre o pecado: “Não existe pecadinho e pecadão”. Isso não é verdade, pois a bíblia fala que existem pecados maiores e menores (Pv 6.16-19).Existem pecados que são para a morte, e a esses a bíblia ensina a não orar por eles (1João 5.16). E existem pecados que não são para a morte; a esses a bíblia nos ensina a orar pelos que o pratica (1 João 5.17).
Outra idéia errada usada por vários pregadores é que não existe pecado tão grande que Jesus não perdoe. Em resposta a essa afirmação Jesus diz: “Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno” (Mc 3.29; Mt 12.31,32).
Segue uma lista de pecados sérios na bíblia, que o homem nascido de novo não pode praticar: Apostasia (Hb 10.26-31); Assassinato (1Jo 3.15); imoralidade sexual (Rm 1.21-27; 1Co 5; Ef 5.5; Ap 21.8); Abandonar a própria família (1 Tm 5.8); fazer o próximo pecar (Mt 18.6-10) e a crueldade (Mt 24.48-51).

CONCLUSÃO

O pecado não é um mero acidente, debilidade do homem ou a mera ausência do bem; o pecado é quando o homem se desvia por algum motivo do alvo do projeto de Deus. Quando fazemos o que é certo aos olhos de Deus recebemos como salário (Não merecido, pela graça de Deus) a Vida Eterna; porém quando nos desviamos do alvo “O Salário do pecado é a morte espiritual” (Rm 6.23).

Bibliografia:

v PENTECOSTAL, Bíblia de Estudos – Nota de rodapé – Editora CPAD (Casa Publicadora das Assembléias de Deus)
v SHEDD, Bíblia de Estudos – Nota de rodapé - Tradução João Ferreira de Almeida – Edições Vida Nova.
v CABRAL, Elienai - CPAD (Casa Publicadora das Assembléias de Deus) – Lições Bíblicas – 1º Trimestre 2001
v IBBC (Instituto Bíblico O Brasil Para Cristo) – Modulo IV - Curso Teológico – DOUTRINA DO HOMEM – Hamartologia.

AUTENTICIDADE DA BIBLIA SAGRADA

AUTENTICIDADE DA BIBLIA SAGRADA
Salmo 119.105

INTRODUÇÃO

A condição essencial para uma pessoa ser salva é conhecer e crer na Palavra Escrita de Deus: A Bíblia Sagrada. Ela é a Palavra de Deus. Nela estão contidas todas as instruções para uma vida saudável e pura diante do Senhor. Através das promessas nela contida somos consolados pela esperança do Reino dos Céus. A Bíblia também nos exorta a ficarmos firmes nos caminhos do Senhor e assim herdarmos a salvação.

TESTEMUNHO DE PESSOAS IMPORTANTES NA HISTÓRIA.

“Creio que a Bíblia é o melhor presente que Deus já deu ao homem. Todo o bem, da parte do Salvador do mundo, nos é transmitido mediante este livro”. Abraão Lincoln.
“A Bíblia não é um simples livro, senão uma criatura vivente, dotada de uma força que vence a quantos se lhe opõe”. Napoleão Bonaparte.
“Este livro é a razão da supremacia da Inglaterra”. Rainha Vitória.
“Impossível é governar bem o mundo sem Deus e a Bíblia”. George Washington.
“A Bíblia não nos foi dada para sabermos como é o céu, mas como irmos para o céu”. Galileu.
“A Bíblia revela o coração ímpio do homem e o coração perdoador de Deus”. Thomas Watson.

DEFINIÇÃO DO TERMO BÍBLIA

O vocábulo “Bíblia” não aparece no texto das Sagradas Escrituras. Deriva-se do nome que os gregos davam a folha de “Papyros”, do hebraico “Gome”. Um rolo de papiro de tamanho pequeno era chamado de “biblion” e vários destes eram uma “Bíblia”. Resumindo a palavra “Bíblia” quer dizer “Coleção de Livros Pequenos”. O nome “Bíblia” foi primeiramente aplicado as Sagradas Escrituras por João Crisóstomo, bispo de Constantinopla, no século IV.

INFORMAÇÕES SOBRE A BÍBLIA

A Bíblia contém 66 livros escritos ao longo de 16 séculos por cerca de 40 diferentes autores, nas mais diferentes condições e épocas. Ela esta dividida em Antigo Testamento e Novo Testamento. O Antigo Testamento contém 39 livros e Novo contém 27. O Antigo Testamento contém 929 capítulos e o Novo contém 260. A divisão em capítulos foi feita por Hugo Sancto em 250 d.C. A bíblia contem 31.173 versículos, sendo que 23.214 no Antino Testamento e 7.959 no Novo. A divisão no Antigo Testamento se deu em 1445 pelo Rabi Mardoqueu Nathan, e no Novo Testamento em 1551, por um impressor de Paris chamado Robert Stevens.

O CÂNON DAS ESCRITURAS

O conjunto de escritos sagrados é chamado de “Cânon” ou “Escrituras Canônicas”. O nome “Cânon” é a forma grega da palavra hebraica “Cane” e significa “Vara de Medir”. É usada pela Igreja cristã no sentido de identificar os livros divinamente inspirados por Deus e aceito como autoritativos pela Igreja Universal. Essa palavra acha-se em três passagens do Novo Testamento: Gl 6.16; Fp 3.1 e I Co 10.13-17. Foi Atanázio de Alexandria (cerca de 300 anos d.C.), quem aplicou a palavra ao catálogo de livros inspirados por Deus.

LIVROS APÓCRIFOS

O termo “apócrifo” significa “escondido”. Esse nome se dá aos livros que alguns estudiosos esconderam e que tem um importante valor histórico, cultural e religioso. Esses livros eram usados pelos cristãos primitivos, mas não como inspirados por Deus, e sim como consulta. Judas cita o livro apócrifo de Enoque (Jd 14).

MANUSCRITOS ORIGINAIS

Não existe nenhum manuscrito original da bíblia, a não serem cópias antigas. A cópia mais antiga da bíblia é de 100 anos antes de Cristo. Essas cópias são confiáveis e mesmo aqueles que não acreditam, são obrigados a confirmarem sua autenticidade, a cada nova descoberta arqueológica.
Os três manuscritos mais valiosos e conhecidos são:
1. Sinaídicos. Foi descoberto em 1844 e estão no museu de Londres.
2. Vaticano. Foi escrito no século IV e esta no museu do Vaticano desde 1481.
3. Alexandrino. Foi escrito no século V e esta em Londres desde 1627.

TRADUÇÕES E VERSÕES DA BÍBLIA

A tradução usada por nós evangélicos brasileiros é a de João Ferreira de Almeida. Existem duas versões Almeida muito usada, são elas: A.R.C (Almeida Revista e Corrigida) e A.R.A. (Almeida Revista e Atualizada). Outra versão muito importante e recente é a N.V.I. (Nova Versão internacional).
A Bíblia Hebraica contém apenas no Novo Testamento, já a Católica contém sete livros apócrifos a mais, totalizando 73 livros. A Bíblia Católica oficial é a Vulgata, que é a tradução do hebraico, para o latim. A Vulgata foi traduzida por São Jerônimo e concluída em 405 d.C., em Belém, na Palestina.
A Septuaginta é a mais importante das traduções da Bíblia. Essa tradução foi feita por 70 anciãos eruditos, em Alexandria, no Egito, no ano 285 a.C., encomendada pelo Faraó Ptlomeu Filadelfo. É a tradução do hebraico para o grego. Conhecida também como a “versão dos Setenta” ou simplesmente “LXX”, essa tradução era usada na época de Jesus.
Cuidado! A Versão do Novo Mundo é uma versão falsificada das Escrituras Sagradas. Ela foi feita pelas Testemunhas de Jeová para apoiar as doutrinas antibíblicas definidas pela Seita.

A BÍBLIA O INFALÍVEL LIVRO DE DEUS

A Bíblia é o Infalível Livro de Deus. Ela é inspirada por Deus. Do grego “Tehopneustos”, inspirar é “soprar para fora”. Isso nos leva a crer que Deus usou 40 homens deferentes, em diferentes épocas para transmitir a revelação da sua Palavra. A revelação Palavra do Senhor está registrada em dois termos gregos usados pela própria Bíblia. “Apocaluptein”, que significa “desvendamento” e “Farenous” que significa “Manifestação”.
A Bíblia é infalível porque é inspirada por Deus e contém através da palavra escrita a “revelação de Deus”.

CONCLUSÃO

Todo cristão deve confiar que a Bíblia é a Palavra de Deus, Sagrada, confiada a homens de diferentes épocas e situações para escreverem-na por intermédio da inspiração especial do Espírito Santo a qual expressa a revelação de suas verdades absolutas.

BIBLIOGRAFIA

¨ SHEDD, Bíblia de Estudos – Nota de rodapé - Tradução João Ferreira de Almeida – Edições Vida Nova.
¨ CARVALHO, Roberto de – Editora Karis – As Mensagens que Preguei – 2ª Impressão, 2001.
¨ COSTA, Joaquim José da – Apostila de Introdução Bíblica – Seminário Teológico “Paulo Leivas Macalão”.
¨ MATA, Rosemary Gonzalez da – Apostila do IBBC (Instituto Bíblico “O Brasil Para Cristo”) – Bibliografia – Módulo I.

O QUE É A IGREJA

O QUE É A IGREJA
Mateus 16.18,19

INTRODUÇÃO

Muitas pessoas fazem parte da Igreja, porém não sabem o que ela é, e para que ela serve. Estão participando dela como se fosse um clube ou uma comunidade qualquer. Através desse estudo você irá entender para que a Igreja existe e qual seu papel dentro dela.

DEFINIÇÃO DO TERMO “IGREJA”

O nome “Igreja” vem da tradução da palavra grega “Ekklésia” que significa “chamar para fora”. Outra palavra traduzida por Igreja é “Sunagoge” que significa “Reunir-se” ou “Assembléia da Congregação”.
A preposição “Ek” do grego “Ekklésia” pode ser traduzida como “dentre as massas do povo comum” indicando que a Igreja é composta por aqueles que foram chamados do mundo e valores humanos, para viver em um mundo de valores divinos.

IGREJA INVISÍVEL OU UNIVERSAL

A Igreja é uma só, independente da placa ou denominação existente. A Igreja Universal ou Invisível é o conjunto de todo o povo de Deus espalhado em todo o mundo. É citada no Novo Testamento no singular, “Igreja” nos textos: At 20.28; 1º Co 12.28; Ef 1.22; 5.27; 1º Tm 3.15; Hb 12.23. Essa é a verdadeira Igreja de Cristo prometida antes da fundação do mundo (Ef 1.4,9, 10).

IGREJA VISÍVEL OU LOCAL

A Igreja local, também conhecida por Igreja visível, é uma comunidade de pessoas reunidas num determinado local. Na época dos primeiros séculos da Igreja, os crentes tinham por hábito reunirem-se nas casas, uns dos outros (I Co 16.19; Rm 16.5,23; Fm 2). Essas Igrejas domésticas eram a manifestação física e visível da Igreja Universal. Com o passar do tempo foi havendo a necessidade de construir templos, como nos dias de hoje, para abrigar um número maior de cristãos.
Na bíblia, quando se fala de Igreja Local, emprega-se o plural (At 9.31,16.5; Rm 16.4;16.19; II Co 8.1; Gl 1.2). No entanto, quando o termo está no singular, ciota-se a região na qual a Igreja local encontra-se (At 14.23; Rm 16.1; I Co 1.2; 4.17; I Ts 1.1).

A NECESSIDADE DE ORGANIZAÇÃO NA IGREJA

A Igreja primitiva não havia organização nem líderes nomeados. Não era como hoje, uma instituição organizada. Era uma comunidade dos judeus dentro do judaísmo,pequena e de comunhão aberta. Dos doze apóstolos, três (Pedro, Tiago e João), ocupavam um papel de proeminência como líderes sobre os outros nove (At 1.13). Com o passar do tempo a Igreja foi aumentando e surgiu a necessidade de se criar o cargo de “Diácono” para ministrar ao povo (At 6.1-7). Depois para resolver problemas doutrinários e de liderança, surgiram os “anciãos”. O termo “ancião” é a tradução do grego “Presbyteros”, do qual se origina também a palavra “Presbitero”. Esses líderes não eram chamados apenas de “aciãos”, mas de bispos (Espyskopoi no grego), um termo que designava a função de supervisionar a igreja local (At 20.17,28; Tt 1.5,7).
Hoje as igrejas sentem a necessidade de se organizarem na parte administrativa e ministerial. A organização é muito importante para o bom andamento da obra de Deus na igreja local.


IGREJA COMO CORPO

A Igreja de Cristo é, além de uma organização, um organismo vivo (I Co 12.27). A Igreja como um corpo só é completo pela diversidade dos seus membros (I Co 12.12-20). Muitos membros, mas um só corpo e um só Espírito (Ef 4.4). Cristo é o cabeça desse corpo (Ef 1.22,23; Cl 1.18). A Igreja só é reconhecida como o corpo de Cristo se estiver ligada à Cabeça, que é Ele próprio. Assim também, só é membro quem estiver ligado ao corpo. Não existe membro independente do corpo.

A MISSÃO DA IGREJA

A Igreja possui duas ordenanças: A Ceia do Senhor (I Co 11.23-29) e o Batismo nas Águas (Mt 3.5,6, 11; 28.19). Através dessas duas ordenanças podemos descobrir com facilidade a verdadeira missão Igreja.
Através da Ceia do Senhor, entendemos que a igreja tem a missão de testemunhar que Cristo morreu e ressuscitou para salvar a humanidade. Também através da Ceia chegamos a conclusão de que a Igreja tem como missão exercer a união e a comunhão entre os salvos (Koynonia).
O Batismo quando ordenado por Cristo vem junto com a missão da Igreja de Fazer discípulos e ensinar a guardar as ordenanças de Cristo (Mt 28.19,20).

CONCLUSÃO

A Igreja não é uma organização feita pelo homem com o propósito simplesmente prestar culto a Deus. Ela foi instituída por Deus com propósito e missão (Mt 16.18,19). Somos um povo convocado para fora do mundo, separados para morar no céu. Isso é maravilhoso.




BIBLIOGRAFIA

v CABRAL, Elienai - CPAD (Casa Publicadora das Assembléias de Deus) – Lições Bíblicas – 1º Trimestre 2001 E 1º Trimestre 2007
v SHEDD, Bíblia de Estudos – Nota de rodapé - Tradução João Ferreira de Almeida – Edições Vida Nova.
v LADD, George Eldon – Editora Hagnos – Teologia do Novo Testamento – Edição Revisada 2003.
v GOMES, Fabiano – José Hélio de Lima – IBBC (Instituto Bíblico O Brasil Para Cristo) – Módulo VI – Eclesiologia.
v MALAFAIA, Gilberto – Editora Central Gospel – Fundamentos da fé Cristã – Edição 2006.

QUEM SÃO OS ANJOS

QUEM SÃO OS ANJOS
Hebreus 1.1-8, 13,14.

INTRODUÇÃO

O vocábulo “anjo” vem do grego “angelos” que literalmente significa “Mensageiro” ou “Embaixador”. Nas escrituras a palavra é empregada para designar uma ordem superior de seres que habitam nas regiões celestiais.

NATUREZA DOS ANJOS

v São seres criados (Ne 9.5,6; Cl 1.16).
v Não possuem forma física e se manifestam ao homem através de “Teofania” (Aparição ou revelação de Deus ou algo relacionado com a sua divindade ao homem)
v Possuem um alto grau de inteligência e sabedoria (2 Sm 14.17)
v Possuem poderes sobrenaturais (Sl 103.20)
v Não possuem o poder de procriação
v São inumeráveis (Ap 5.11; Dn 7.10; Dt 33.2; Hb 12.22; Lc 2.13; Sl 148.2-5; Jó 25.3)

ATRIBUIÇÕES DOS ANJOS

Servir ao povo de Deus (1Rs 19.5-7). Os anjos são “seres ministradores”(Hb 1.14), criados para servir aqueles que são salvos. Muitas experiências do povo de Deus, tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento, bem como nos dias pós-apostólicos, indicam que os anjos os tem auxiliado. Há pessoas que poderão sem obter conhecimento, estarem sendo ajudadas, porém a visita era real.
Proteger os fiéis na terra (Sl 34.7; 1Rs 19.5-7). A guarda e proteção em favor do povo de Deus é assunto dominante por toda a narrativa do Antigo Testamento (Gn 19.10,11; 2Rs 6.17, Dn 6.21,22). No Novo Testamento não foi um assunto menos importante (Mt 2.13; At 12.6-8; 27.23,24). Portanto você, querido discípulo de Cristo, é protegido por um anjo que designado por Deus acampa ao seu redor (Sl 34.7), e se por acaso algum mal vier te alcançar, Deus envia anjos para te guardar (Sl 91.10-12).

QUALIDADES DOS ANJOS

Santidade. É um estado dos anjos que servem a Deus, por isso, eles são identificados como “santos” (Ap 14.10; Mt 23.31; Mc 8.38; Lc 9.26; At 10.22). Porém aqueles que se rebelaram contra Deus perderam essa qualidade (Jo 8.44; 1Jo 3.8-10)
Reverência. É uma característica que envolve louvor e adoração a Deus em cuja presença os anjos O glorificam (Sl 29.1,2; 89.7; 103.20; 148.2).

ANJOS CAÍDOS

Eles eram santos e bons quando foram criados por Deus, entretanto dotados de personalidade e livre-arbítrio, esses seres angelicais escolheram se rebelar contra o Criador. O líder dessa rebelião foi o querubim ungido para o serviço do Trono de Deus, induzindo milhares de outros anjos a seguirem sua atitude (Is 14.12-16; Ez 28.12-19). Esses anjos perderam os seus estados originais e abandonaram seus domicílios, e foram precipitados nas trevas, reservados para o juízo do Grande Dia (2Pe 2.4; Jd 6).
A bíblia nos ensina algumas coisas a respeito da atividade desses espíritos:
1. Algumas vezes lhes é permitido afligir os corpos dos homens. Nos Evangelhos vemos muitas passagens na qual Jesus expulsou demônios (anjos maus) que afligiam pessoas.
2. Os anjos maus também podem exercer influencias malignas sobre as mentes e corações dos homens (Ef 6.12; Ap 20.7,8; 2Ts 2.9).
3. Outra atividade muito comum dos anjos maus é através de falsos mestres perverter as Santas Escrituras e seus ensinos. Um exemplo é na queda do homem onde Satanás pervertendo as ordens de Deus induziu Eva a pecar. Esses anjos enganadores e maus são chamados de demônios

CLASSIFICAÇÃO DOS ANJOS

O comentarista de Teologia da CPAD (Casa Publicadora das Assembléias de Deus), pastor Elienai Cabral, classifica os anjos da seguinte maneira:

Hierarquia angelical.
a- Arcanjo. É um termo cujo prefixo indica a mais elevada posição nessa hierarquia angelical. O prefixo “arc” significa principado. A Bíblia fala apenas de um arcanjo chamado Miguel, o qual, além de sua posição superior aos demais anjos, têm uma missão protetora em relação ao povo de Israel (Dn 10.13, 21; 12.1). Ele exerce juízo sobre os inimigos do povo de Israel (Jd v.9; Dn 12.1).
O termo “principado” é também aplicado em sentido relativo, certamente a anjos com missões específicas (Cl 1.16; Ef 1.21). Ver Ap 14.18; 16.5.

b- Querubim. No Hebraico o vocábulo querub aparece com o sentido de “guardar, cobrir”. Os querubins são uma classe especial de anjos diretamente relacionados com o trono de Deus. A Bíblia declara que Deus habita entre os querubins (1Sm 4.4; 2Rs 19.15; Sl 80.1; 99.1; Is 37.16).
c- Serafins. Esse vocábulo deriva do hebraico saraph que significa “ardente”, “refulgente” ou “brilhante”. Segundo a Bíblia, eles estão envolvidos diretamente no serviço de adoração ao Deus Todo-Poderoso (Is 6.1-3). São seres que proclamam e vindicam a santidade divina, louvando-o todo o tempo.

Ordem angelical neotestamentária.
Em Cl 1.16, vemos várias das classes de anjos, entre as quais estão os querubins e serafins.
a- Tronos. No original esta palavra refere-se a uma classe de anjos que tem uma relação vital com o trono de Deus, com a sua soberania. A metáfora de “tronos” na forma plural indica essa classe de anjos sobre os quais Deus, o Senhor, se assenta e reina sobre todas as coisas (1 Sm 4.4; 2Rs 19.15; Sl 80.1; 99.1). Os querubins se identificam perfeitamente a esta classe de seres angelicais como “anjos-tronos”.
b- Domínios. Esse termo aparece em algumas versões como “soberanias”. Portanto, “ domínios” são uma classe anjos que executam ordens da parte de Deus sobre as coisas criadas. Eles possuem poderes executivos para atuarem sobre o Universo, e especialmente sobre a terra.
c- Principados. Outro termo muito próximo de dominadores, mas que possuem atividades de príncipes do reino de Deus. A relação do termo “principados” pode ser ilustrada quando nos reinos da terra os principados regem sobre territórios pertencentes ao reino de um país. Na Bíblia existe um outro “príncipe” das hostes celestiais chamado “Miguel”, o qual exerce seu cuidado providente e protetor sobre a nação de Israel (Dn 10.13).

CONCLUSÃO

Os anjos são seres espirituais criados por Deus antes do homem. Eles têm como incumbência servir a Deus e a Igreja. Esses seres não devem ser adorados, invocados ou reverenciados, pois isso implica em idolatria e culto ao anjos, condenado pelas Escrituras Sagradas.(Cl 2.28; Ap 19.10).

BIBLIOGRAFIA
CABRAL, Elienai – CPAD (Casa Publicadora das Assembléias de Deus) Lições Bíblicas 1º Semestre de 2001.
v JOINER, Eduardo – Manual Pratico de Teologia – Editora Central Gospel – 2ª Edição 2007.
v OLIVEIRA, Raimundo Ferreira de – EETAD (Escola de Educação Teológica das Assembléias de Deus) – Anjos, homem e pecado – 4ª Edição 2001
v SHEDD, Bíblia de Estudos – Nota de rodapé - Tradução João Ferreira de Almeida – Edições Vida Nova.

O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO

O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO
Atos 2.37-39

INTRODUÇÃO

A questão do “Batismo no Espírito Santo” ou o “Dom do Espírito Santo” divide a igreja de Cristo entre Igrejas Tradicionais e Igrejas Pentecostais. Os Pentecostais crêem que o “Batismo” é uma segunda experiência, subseqüente a conversão, com o objetivo de receber o poder, que é evidenciado pelo falar “outras línguas” ou “línguas estranhas”. Os Tradicionais crêem que “dom” e “batismo” é a mesma coisa. Todo crente recebe o “Dom do Espírito Santo” no ato de sua decisão por Cristo. É sobre esse assunto que iremos estudar agora.

DEFINIÇÃO DOS TERMOS “DOM” E “BATISMO”

O vocábulo “Dom” no grego original é “dôrea” e significa “dádiva” ou “presente”. O Batismo no Espírito Santo é um presente para o verdadeiro cristão, não depente de esforço ou merecimento para recebe-lo.
A palavra original para “Batismo” é “baptzô” e significa “submergir”, “mergulhar”. Após o derramar (no grego Ekereen) do Espírito sobre a vida do discípulo de Cristo, ele é “mergulhado” no Espírito Santo, e isso é evidenciado pelo “falar em línguas”.

O QUE É O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO

Todo cristão no ato de sua conversão recebe o Espírito Santo, que passa a habitá-lo. Porém quando há um derramar do Espírito na pessoa, ela vai se enchendo cada vez mais até transbordar. Desse momento em diante o discípulo de Cristo é submerso no Espírito. Isso é o Batismo no Espírito Santo, quando o cristão não recebe mais o derramar, mas é mergulhado no Espírito Santo.
O Batismo no Espírito Santo é também conhecido como “Revestimento de Poder”(Lc 24.49). Esse Revestimento de Poder tem como objetivo capacitar o cristão para o serviço na obra de Deus (At 1.8).
O Batismo no Espírito Santo não é o “falar em línguas”, mas é evid6enciado por ela. Em todas as narrativas do livro de Atos, onde os resultados são registrados, sempre houve uma mesma expressão imediata, sobrenatural e exterior convincente, não somente para quem recebeu, mas para quem via e ouvia “um falar de línguas que a pessoa nunca havia aprendido” (At 2.5-13; 8.18).

O BATISMO NÃO CESSOU

A decida do Espírito Santo em Atos 2.1-4, não foi um evento isolado, mas o início da promessa de Joel 2.28 e depois reafirmado por Jesus, após a ressurreição em Lucas 24.49 e Atos 1.4-8. O ministério de Cristo de batizar no Espírito Santo é um ministério contínuo durante toda a era atual. Analisando o texto de João 1.33 “o que batiza com o Espírito Santo”. O texto original grego emprega o particípio presente “ho baptizon”, que significa “aquele que continuará a batizar”.

PROVAS DO GENUÍNO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO

A bíblia nos adverte a provar todas as formas de manifestações que venham de Deus (I Ts 5.21; I Co 14.29; I Jo 4.1). Então como obter provas sobre o genuíno Batismo no Espírito Santo na vida de uma pessoa? O autêntico batismo no Espírito Santo:
Leva o cristão a amar, exaltar a Deus Pai e ao Senhor Jesus Cristo, mais do que antes (Jo 16.13,14; At 2.11,36; 10.44-46).
Leva o cristão a ter uma comunhão mais intensa com Cristo e com o Pai (At 1.4; Rm 8.15,16; Jo 14.16,23; 15.26).
Aumenta o nosso amor pelas Escrituras e pela Palavra de Deus (Jo 16.13; At 2.42; 3.22; I Jo 4.6).
Leva o cristão a ter uma maior preocupação com o bem estar dos demais seguidores de Cristo (At 2.38, 44-46; 4.32-35).
Não vive mais na prática do pecado (At 2.38). Terá repúdio pelos prazeres ímpios deste mundo (At 20.33; I Co 2.12; Rm 12.16; Pv 11.28).
Aumenta o desejo de testemunhar Jesus e o amor pelas almas sendo salvas (Lc 4.18; At 1.8; 2.38-41; 4.8,20; Rm 9.1-3, 10.1).
A pessoa “Revestida de Poder” não continua a mesma, pois o Espírito nos capacita a viver um Evangelho mais aut6entico depois do Batismo no Espírito Santo.

CONCLUSÃO

Nós Pentecostais não só cremos, como vivemos a promessa de um “Revestimento do Espírito Santo” em nossas vidas. Através do Batismo no Espírito Santo, somos capacitados a viver um evangelho vivo e poderoso na presença de Deus. Creia e busque o Batismo no Espírito Santo e você verá, por si próprio, o quanto é maravilhoso.

BIBLIOGRAFIA
· PENTECOSTAL, Bíblia de Estudo – Editora CPAD (Casa Publicadora das Assembléias de Deus) – Estudo doutrinário e notas de rodapé – Edição de 1995.
· LIMA, José Hélio de – Adaptação da Apostila Anterior de Autoria Desconhecida – Módulo II – Pneumatologia – IBBC (Instituto Bíblico O Brasil Para Cristo).
· CASIMIRO, Arival Dias – SOCEP Editora – Nossa Revista – Edição nº 40 – “O Consolador” – 1ª Edição – Setembro /2005.

DONS ESPIRITUAIS

DONS ESPIRITUAIS
I Corintios 12.1-11

INTRODUÇÃO

A palavra “dons”, no plural, indica as distintas manifestações do Espírito Santo na vida da igreja. Já quando a palavra aparece no singular, refere-se ao Batismo com o Espírito Santo ou a entrada do Espírito Santo na vida do homem arrependido.
Existem outras expressões que usa a palavra “dom”: Dom de Deus (Jo 4.10), que refere-se a dádiva suprema do amor de Deus, que é o seu Filho Jesus para a salvação da humanidade (Jo 3.16, Rm 6.23). Dons de Cristo (1Co 12.5, Ef 4.11-13), refere-se aos dons ministeriais a igreja para aperfeiçoamento dos santos.

DONS ESPIRITUAIS E BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO

Os Dons Espirituais não tem a ver com o “Batismo com O Espírito Santo”. O dom de falar em outras línguas não é o Batismo e sim apenas uma evidência física do Batismo. Os demais dons não dependem do Batismo, que é apenas um revestimento de poder na vida do cristão.

OS DONS E SUA CLASSIFICAÇÃO

Os “Dons” estão relacionados em três listras chaves no Novo Testamento: Romanos 12.6-8, I Corintios 12.1-11 e Efésios 4. Existem outros dons espalhados pelas escrituras neotestamentária, porém iremos usar esses três textos para classificarmos os dons:

DONS DE ELOCUÇÃO
a) Profecia (pregação inspirada)
b) Línguas (falar em línguas nunca aprendidas)
c) Interpretação de línguas (tradução compreensiva)

DONS DE MINISTÉRIO (SERVIÇO)
a) Serviço ou ministério (diaconia)
b) Contribuição (Sustento da Casa de Deus, Liberalidade)
c) Liderança ou Governo (administração)
d) Misericórdia ou Socorro (Acolher o necessitado, filantropia).
e) Apóstolo
f) Evangelista (Missionário pregador da salvação em Cristo).
g) Pastor (Ministro do Evangelho, Ministrar ao Povo de Deus, alimentar e cuidar das ovelhas do Mestre).

DONS DE REVELAÇÃO
a) Ensino (comunicar os princípios bíblicos)
b) Exortação (Encorajamento, estimulo da fé)
c) Sabedoria (Conselho sábio ou palavra sábia)
d) Conhecimento (Aquele que tem propriedade no falar)
e) Discernimento de Espíritos (Percepção espiritual)

DONS DE PODER (DE MARAVILHAS)
a) Fé (Crê na intervenção Divina)
b) Cura (Sarar magoas e doenças físicas)
c) Milagres ou Maravilhas (Realização de grandes feitos)

A IMPORTÂNCIA DOS “DONS” NO CHAMADO DO CRITÃO

Se você quer saber para que foi chamado, é só descobrir quais os dons que o Senhor te deu. Algumas pessoas acham (e até tem prazer nisso) que Deus chama pessoas sem dons (capacitação) para realizar sua obra. Deus não chama ninguém para realizar tarefa na qual a pessoa não está capacitada. Você tem um ou mais dons para realizar aquilo que Deus te vocacionou.

CONCLUSÃO

O pastor que não usa os dons de suas ovelhas, é um ministro falido. A Igreja na qual os membros não usam seus dons é uma igreja incapaz de cumprir sua missão. Todos nós fomos chamados para realizar algo no corpo de Cristo, e assim salvar o maior número de vidas do juízo eterno.

Bibliografia:

v PENTECOSTAL, Bíblia de Estudos – Nota de rodapé – Editora CPAD (Casa Publicadora das Assembléias de Deus)
v SHEDD, Bíblia de Estudos – Nota de rodapé - Tradução João Ferreira de Almeida – Edições Vida Nova.
v CABRAL, Elienai - CPAD (Casa Publicadora das Assembléias de Deus) – Lições Bíblicas – 1º Trimestre 2001.

RESSURREIÇÃO DOS MORTOS

RESSURREIÇÃO DOS MORTOS
I Corintios 15.35-52

INTRODUÇÃO

Como será a ressurreição? Como serão os corpos glorificados? São perguntas que os cristãos debatem a milhares de anos. Existem perguntas que só poderão ser esclarecidas no ato da consumação desse maravilhoso evento. Nesse dia seremos transformados e iremos nos encontrar com Cristo nos ares, em seguida voltaremos para reinar com Ele.

DEFINIÇÃO DO TERMO “RESSURREIÇÃO”

Duas palavras gregas originais definem o termo Ressurreição. A palavra “Anastasis” que quer dizer: “tornar a vida” ou “levantar-se”. A outra palavra é “Egeiró” que significa “acordar ou despertar”.

A NEGAÇÃO DA RESSURREIÇÃO PELOS SADUCEUS

Os Saduceus eram religiosos da época de Cristo que negavam a ressurreição (Mt 12.18). Já os Fariseus, que também eram religiosos da época de Cristo, se diferenciavam dos Saduceus pelo fato de defenderem a ressurreição.
Certa vez os Saduceus vieram ter com Jesus e o interrogaram sobre o assunto. Jesus porém respondeu: “Que os mortos hão de ressuscitar também o mostrou Moisés junto da sarça, quando chama ao Senhor Deus de Abraão, Deus de Isaque e Deus de Jacó. Ora , Deus não é Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele vivem todos” (Lc 20.37,38 – ver também Mt 22.31,32; Mc 12.26,27).
Como vimos a Ressurreição já era assunto mesmo antes de Jesus. Encontramos evidências da esperança da ressurreição em vários livros do Antigo Testamento.Um exemplo é a declaração no livro de Jó: “Eu sei que o meu redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumada a minha pele, vê-lo-ei por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros, o verão; e, por isso, o meu coração se consome dentro de mim” (Jó 19.25-27).

COMO SERÁ A SERÁ A RESSURREIÇÃO

Haverá duas Ressurreições: a Ressurreição dos justos e a ressurreição dos injustos (At 24.15). Neste estudo nos limitaremos apenas a ressurreição dos justos, já que a bíblia não da detalhes sobre a ressurreição dos injusto.
A ressurreição dos justos ocorrerá instantaneamente na segunda vinda de Cristo (I Ts 4.16; I Co 15.52). Primeiro serão ressuscitados os que dormem, em seguida os que estarão vivos serão arrebatados (I Ts 4.15-17). Ela será muito rápida. Paulo usa a palavra grega “átomos” que esta traduzida na versão Revista e Atualizada no Brasil como “num momento” (I Co 15.52). O termo “átomo” significa no seu original “Unidade indivisível do Tempo”.

JESUS, AS PRIMICIAS DOS QUE DORMEM.

Paulo associa, de forma inseparável, a ressurreição dos santos com a ressurreição de Cristo. O mesmo poder que ressuscitou Cristo ressuscitará seu povo (I Co 6.14; II Co 4.14). A ressurreição de Cristo foi, em si mesma, o primeiro ato da ressurreição final. “As Primícias”, da qual a ressurreição escatológica será a colheita (I Co 15.20). A ressurreição dos santos depende da ressurreição de Cristo (I Ts 4.14).

COMO SERÃO OS CORPOS RESSURENTOS

O corpo da ressurreição é um corpo adaptado para a vida do Reino de Cristo. Segundo George Eldon Ladd “é um corpo que transcende a experiência histórica presente”. Paulo registra que existe diferença entre o corpo terrestre e o corpo glorificado (I Co 15.35-41). Segundo Paulo o corpo físico é corruptível, frágil e trás desonras. Já o corpo transformado é incorruptível, glorioso e poderoso (I Co 15.42,43). Ele usa duas palavras gregas para reforçar a diferença entre os dois corpos. A primeira palavra é “psychikon” e não pode ser traduzida literalmente, embora pelo fato de que “psychê” significar “alma”, aqui a expressão “psychikon soma” está traduzida por “corpo natural” (ARA, NVI – I Co 15.44). A segunda palavra se encontra no mesmo versículo, e é “Pneumatikon”, isto é, não constituído de “pneuma” (Espírito), mas preparado para o mundo espiritual. Esse será o corpo da ressurreição.
Contudo, Paulo não tenta descrever a natureza do corpo da ressurreição e nada fala a respeito de sua constituição.

CONCLUSÃO

A ressurreição dos mortos e a transformação dos vivos, na qual o Apóstolo Paulo chama de “Mistério” (I Co 15.51), é o maior evento esperado pelo povo de Deus. Muita coisa, como dissemos no início desse estudo, só saberá quando se consumar. Porém estudar e aguardar esse evento glorioso nos trás esperança e alegria de que seremos transformados, para nos encontrar com Cristo nos ares.

BIBLIOGRAFIA

v CABRAL, Elienai - CPAD (Casa Publicadora das Assembléias de Deus) – Lições Bíblicas – 1º Trimestre 2001.
v SHEDD, Bíblia de Estudos – Nota de rodapé - Tradução João Ferreira de Almeida – Edições Vida Nova.
v LADD, George Eldon – Editora Hagnos – Teologia do Novo Testamento – Edição Revisada 2003.
v JOINER, Eduardo – Manual Pratico de Teologia – Editora Central Gospel – 2ª Edição 2007.

ARREBATAMENTO DA IGREJA

ARREBATAMENTO DA IGREJA
I Tessalonicenses 4.13-18

INTRODUÇÃO

O “Arrebatamento da Igreja” é uma das doutrinas mais importantes do cristianismo. Saber sobre o assunto não é uma questão de escolha, mas é obrigatório para aquele que irá fazer parte desse glorioso evento. Pena que ainda exista cristão (que se dizem ser) e não tem conhecimento sobre o arrebatamento. Isso é lamentável, pois como pode alguém ser salvo sem exercer o “crer” que Jesus ressuscitou dos mortos e irá buscar a sua igreja”. Por isso amado discípulo estude com carinho e interesse essa lição que poderá mudar a sua vida.

DEFINIÇÃO DO TERMO “ARREBATAMENTO”

A palavra “Arrebatamento” vem do termo grego “harpazõ” que significa “Transladar” ou “Retirar algo com força”. São Jerônimo quando produziu a Vulgata (versão da bíblia em latim), traduziu a palavra em latim como “raptus”, palavra originaria do verbo “raptare”.

DEFINIÇÃO DO TERMO “VINDA DO SENHOR”

Paulo usa três palavras para descrever o retorno do Senhor: A primeira é “Parousia”, aparece 24 vezes no Novo Testamento, que pode ser traduzida por “presença” como “vinda” (I Co 16.17, II Co 7.7). Essa palavra é usada com o sentido semitécnico referindo a visita de pessoas de alta classe, como reis e imperadores a uma província. A segunda palavra é “Apokalypsis” que significa “desvendar” ou descobrir algo “(I Pedro 4.13). A terceira palavra é “Epiphanéia” que significa “aparição” e indica visibilidade do retorno de Cristo.

OS DISPENSACIONALISTAS E A IDÉIA DA PRÉ-TRIBULAÇÃO

O Dispensacionalismo (modo de interpretar a bíblia dividindo-a em dispensações) foi criado por John Nelson Darby (1800-1882). Era membro e fundador do Movimento dos Irmãos Plymouth. Darby expôs a idéia do pré-tribulacionismo; e esse novo conceito levou a divisão do Movimento (antes de Darby só existia a idéia pós-tribulacionista). Essa idéia da pré-tribulação foi popularizada por C.I. Scofield (1843-1921), o primeiro a editar uma bíblia de referências. Hoje essa idéia esta enraizada na Teologia Pentecostal pelo fato de ter sido adotada por Charles Finney um dos teólogos que influenciaram a doutrina Pentecostal.

OS DISPENSACIONALISTAS E A “VINDA DE CRISTO” EM DUAS FAZES

A Teologia Dispensacionalista divide o retorno de Cristo em duas fazes: uma vinda antes da Grande Tribulação e outra aparição gloriosa no final da Grande Tribulação. Argumentam eles que Jesus virá após a Grande Tribulação com “Todos os seus santos” (I Ts 3.13), por isso seria necessário ter vindo antes para eles. Outro argumento usado é uma exegese de dois dos três termos gregos usados para se referir a volta de Cristo, encontrado em II Tessalonicenses 2.8. Segundo os defensores dessa exegese “parousia” refere-se a 1ª Fase da Vinda de Cristo, que será o arrebatamento dos santos. Enquanto que “Epiphanéia” refere-se a 2ª Fase da Vinda de Cristo, que será visível e com todos os santos arrebatados na 1ª Fase.

A VERDADES SOBRE O ARREBATAMNTO

¨ Tirando as teorias e as tentativas de forçar uma exegese duvidosa, a bíblia não menciona nada sobre uma 2ª Vinda de Cristo em 2 Fases. Em II Tessalonicenses 2.3,4, Paulo diz que Jesus virá após a “Revelação do anticristo, o filho da perdição”.
¨ O arrebatamento será nos ares. Paulo usa uma palavra grega que era usado quando um dignatário visitante ia ser encontrado no caminho para a cidade por um grupo de cidadãos representantes, que então o escoltariam de volta para a cidade. Isso nos leva a idéia de que seremos arrebatados e nos ares nos encontraremos com Cristo, num abrir e picar de olhos e voltaremos com Ele em glória para reinar.
¨ Será rápida. Paulo usa a expressão “Abrir e fechar de olhos”(I Co 15.52).
¨ Será iminente. A iminência (vinda repentina) da vinda de Cristo é descrita por Ele próprio em Mateus 24.37-39 e na parábola das dez virgens (Mt 25.1.13).

CONCLUSÃO

Jesus visitará pessoalmente a terra novamente (At 1.11), no fim dos tempos (Mt 24.3), em poder e glória (Mt 24.27), para ressuscitar os mortos em Cristo (I Co 15.23), para reunir nos ares seu povo para si (II Ts 2.1; Mt 24.31), e destruir o mal (II Ts 2.8). O arrebatamento será muito rápido junto com a 2ª Vinda de Cristo. O retorno do Senhor não será nenhum evento secreto ou oculto, mas será a entrada da Glória de Deus visível na história.

BIBLIOGRAFIA

v CABRAL, Elienai - CPAD (Casa Publicadora das Assembléias de Deus) – Lições Bíblicas – 1º Trimestre 2001.
v ANDRADE, Claudionor Correia de - CPAD (Casa Publicadora das Assembléias de Deus) – Lições Bíblicas – 4º Trimestre 2004.
v SHEDD, Bíblia de Estudos – Nota de rodapé - Tradução João Ferreira de Almeida – Edições Vida Nova.
v MARSHALL, I. Howard – Editora Vida Nova – Introdução e Comentário de I e II Tessalonicenses – 1ª Edição, reimpressão 2005.
v CURTIS, A. Kenneth – J. Stephen Lang – Randy Petersen - Editora Vida – Os 100 Acontecimentos Mais Importantes da História do Cristianismo – 1ª Edição 2003
v LADD, George Eldon – Editora Hagnos – Teologia do Novo Testamento – Edição Revisada 2003.

GRANDE TRIBULAÇÃO E MILENIO

A GRANDE TRIBULAÇÃO E O MILENIO

A GRANDE TRIBULAÇÃO
Marcos 13.19,20

INTRODUÇÃO

Estudar sobre esses dois eventos: A Grande Tribulação e o Milênio, ajudará a você, discípulo de Cristo, a entender melhor as próximas lições. É de extrema necessidade para todo o cristão. Essas duas matérias são polêmicas quanto ao seu momento na história, e é isso que vamos estudar. Quando irá acontecer esses eventos? Começaremos com a Grande Tribulação.

DEFINIÇÃO DO TERMO TRIBULAÇÃO

O termo “Tribulação” aparece no Novo Testamento em grego “Thlipsi” e significa “agonia, aflição”. Segundo João em Apocalise 6.16,17, a Grande Tribulação será um período de grande agonia.

NOMES DADOS A GRANDE TRIBULAÇÃO NA BÍBLIA

O Dia do Senhor (Jl 3.14)
O Tempo da Angustia de Jacó, (Jr 30.7).
O Dia das Trevas, Am 5.18,20; (Jl 2.2).
O Dia da Vingança do Nosso Deus, (Is 34.8).
O Dia da Ira, (Sf 2.3).
O Grande Dia, (Jr 30.7; Sf 1.14).
A Ira Vindoura ou Futura, (Lc 3.7; I Ts 1.10).

DURAÇÃO DA GRANDE TRIBULAÇÃO

Para entendermos duração de tempo da Grande Tribulação devemos estudar as 70 semanas de Daniel 9.24-27. Nesse texto Daniel relata as 70 semanas. Essas 70 semanas são contadas da seguinte maneira: 70 x 7 (uma semana tem 7 dias) que dá o total de 490 dias. Cada dia equivale a um ano, portanto conta-se 490 anos.

As 70 semanas de Daniel estão divididas em três períodos:
O primeiro período é de sete semanas, equivalente a 49 anos, teve seu inicio em 445 a.C, no reinado de Artaxerxes através de Neemias, copeiro-mor, quando pediu ao rei para voltar á sua terra e reedificar a cidade e os muros de Jerusalém.
O segundo período de 62 semanas, equivale a 434 anos, referente ao tempo do fim do Antigo Testamento até a chegada do Ungido, o Messias. Nesse período, o Ungido seria rejeitado pelo seu povo, e morto, aproximadamente no ano 32 d.C. Juntando com o primeiro período dá um total de 69 semanas (ou 483 anos).
O terceiro período abrange apenas uma semana (7 anos). Essa ultima semana de anos está bem distante e separada das demais por um intervalo profético, para constituição da Igreja de Cristo. Esse intervalo é a era atual que estamos vivendo agora. Esses 7 anos é o período da Grande Tribulação.

COMO SERÁ A GRANDE TRIBULAÇÃO

Como já vimos a cima será um período de 7 anos. Acontecerá quando o Anticristo surgir. Esse homem será poderoso em palavras, poderes sobrenaturais, intelectualidade, estratégia, carisma, popularidade. A Bíblia chama esse homem de:
Homem do pecado (II Ts 2.3)
Filho da Perdição (II Ts 2.3)
O iníquo (II Ts 2.8)
A besta (Ap 13.1-18)
O ímpio ( Is 11.4)
O príncipe que há de vir (Dn 9.26,27)
O Chifre pequeno (Dn 7.8-11)
O Assírio (Mq 5.5)

Esse com astúcia e inteligência trará paz para o mundo através de uma aliança com Israel. O povo judeu retornará em grande número para Jerusalém e reconstruíra o Templo. O anticristo se levantará de uma força política mundial, uma confederação de nações (provavelmente européia), que é ilustrado na Bíblia como “um chifre pequeno” que surge no meio de dez chifres do animal terrível e espantoso (Dn 7.8).
Nos primeiros 3 anos e meio haverá uma falsa paz no mundo, onde o anticristo conquistará a confiança de todo planeta. Nesse período será aberto o 1º Selo que é a falsa Paz (Ap 6.1,2). Após 3 anos e meio, o anticristo se revelará e irá querer sentar no trono de Deus. O pacto com os judeus será quebrado e ele entrará em Israel e iniciará “grande angústia de Israel” (2 Ts 2.4; Ap 13.8-15), a Grande Tribulação. Nesse ultimo período da Grande Tribulação serão abertos o segundo selo até o sétimo selo.

O REINO MILENIAL DE CRISTO
Apocalipse 20.1-7


INTRODUÇÃO

O Milênio acontecerá após a Grande Tribulação, quando Cristo vier visivelmente buscar a sua Igreja, Ele descerá sobre o monte das Oliveiras e derrotará o anticristo e seu exército que desejarão destruir a Israel (Zc 14.3,4;Ap 19.15-21).

COMO SERÁ O MILÊNIO

O Milênio será o glorioso reinado de Cristo na terra por mil anos (Ap 20.6). Será um período de verdadeira paz sobre a terra (Zc 9.10; Ap 20.1-3). Cristo reinará toda a Terra de Jerusalém (Ez 5.5). A Igreja glorificada estará na Jerusalém Celeste que pairará sobre a terra (Is 2.2; Mq 4.1).

O QUE ACONTECERÁ NO MILÊNIO

O Templo estará reconstruído (Ez 48.8-12; Ap 11.1,2).
Um rio Fluirá do Templo (Jl 3.18; Zc 14.8)
As águas do Mar Morto serão transformadas e darão muitos peixes (Ez 47.8-12).
A terra será elevada (Zc 14.9,10; Rm 8.19-22). Haverá grande fertilidade (Am 9.13,14). Os desertos desaparecerão (Is 35.1,6; 40.19; 41.18-20). Haverá abundância de águas (Is 30.25; Jl 3.18). Os animais voltarão a ser dóceis (Is 11.6-9; 65.25). As armas se converterão em objetos de lavoura (Is 2.4; Mq 4.3).
A vida será prolongada (Is 65.20; Zc 8.4). *Haverá falecimentos, mas serão reduzidos.
O numero de natalidade aumentará (Zc 8.5; 10.8).
Haverá grande prosperidade para todos 9 Is 65.21,22)
Não haverá idolatria (Is 2.18; 17.8; Zc 13.2).
Haverá abundância de salvação (Is 33.6; Zc 8.6-13; 9.16).
Haverá um grande derramamento do Espírito Santo (Ez 36.27; 39.29; Zc 12.10).

O FINAL DO MILÊNIO

Todas as nações terão que celebrar a festa das cabanas enviando representante s de ano em ano a Palestina. Os países que não o fizerem começarão a sofrer os danos da falta de chuva (Zc 14.16-20). Por esse motivo começará a rebeldia e mortandade, e haver[á um plano para derrubar o governo de Cristo (Is 66.23,24).
Ao termino dos mil anos Satanás ser solto e enganará a muitos para lutarem contra Cristo (Ap 20.7-10), Mas será derrotado e lançado no lago que arde fogo e enxofre, preparado para ele e seus anjos (Mt 25.41).

CONCLUSÃO

Estudar doutrina das “Ultimas Coisa” não é uma tarefa fácil, por isso escrevi esta matéria com muita cautela para que você tenha um conhecimento básico sobre esses dois eventos importantíssimos para o discípulo de Cristo. Essa matéria o ajudará entender as duas próximas. Que Deus te abençoe!

Bibliografia:

v SHEDD, Bíblia de Estudos – Nota de rodapé - Tradução João Ferreira de Almeida – Edições Vida Nova.
v BASTOS Walter – Armagedom – Editora Hosana - 1ª Edição Agosto 2005.
v CARVALHO, Pr. Roberto de – S.A.E. (Seminário de Aperfeiçoamento Escatológico) – Apostila de Seminário. – Editora Kelps.
v CABRAL, Elianai - CPAD (Casa Publicadora das Assembléias de Deus) – Lições Bíblicas – 3º Trimestre 1998.

BATISMO NAS ÁGUAS

BATISMO NAS ÁGUAS
Rm 6.1-6

INTRODUÇÃO

O Batismo nas Águas é uma das duas ordenanças que Cristo deixou para a Igreja. Existem muitas questões concernentes ao Batismo que devem ser explicadas para que o discípulo de Cristo possa ter convicção, daquilo que esta fazendo no ato do Batismo (Mt 28.19). Esse estudo é o último dessa série, chamada “Doutrinas Bíblicas”, após ele você deverá tomar uma posição que será o destino de sua vida.

DEFINIÇÃO DO TERMO “BATISMO”

A palavra “Batismo” vem do grego “Baptzõ”, e significa “mergulhar”, “submergir”.

O QUE O BATISMO NAS ÁGUAS NÃO É

¨ O Batismo nas Águas não é perdão dos pecados. A expressão usada por Pedro: “para perdão dos pecados” (At 2.38), quer dizer “por causa do perdão dos pecados” ou “como testemunho de que vossos pecados foram perdoados”. O que limpa nossos pecados é o Sangue de Jesus e não as Águas do Batismo (Rm 5.9; Hb 9.14, 1 Pe 1.18,19).
¨ O batismo não é para produzir arrependimento. O Batismo nas águas é uma confissão pública de quem já se arrependeu a expressão usada por João Batista em Atos 2.38: “para o arrependimento” quer dizer “que aponta para o arrependimento”, e não que produz arrependimento.
¨ O Batismo nas Águas não salva, não liberta e não purifica. O Batismo nas Águas é apenas um ato ritualístico, ordenado por Cristo para a Igreja, que deve ser obedecido por todo aquele que deseja estar com Cristo.

O QUE REALMENTE É O BATISMO NAS ÁGUAS

O Batismo nas Águas é a confissão pública em Cristo, por intermédio de atos e palavras onde o batizando mostra ter morrido para o mundo e ressuscitado em Cristo para uma nova vida. Através desse ato o novo convertido, que já faz parte do corpo de Cristo pelo Novo Nascimento, dá o seu testemunho público do que lhe aconteceu.
O Batismo simboliza a morte para:
Pecado – Não vive mais a pratica do pecado.
Velho Homem – Passa a viver os frutos do Espírito.
Concupiscências da Carne – Não vive mais nas práticas e exageros sexuais, nem na glutonaria ou bebedeiras.

QUEM DEVE SER BATIZADO

Como o Batismo nas Águas não causa arrependimento, não perdoa pecados e não salva, a pessoa que esta apta para recebe-lo deve já ter se arrependido de seus pecados, perdoado por Cristo e salvo. Não se deve batizar uma pessoa para ser convertida e sim a pessoa deve se converter e depois ser batizada na águas. Antes de descer as águas do batismo a pessoa precisa ser discipulada e não o inverso (analisar Mt 28.19). O crer vem antes do batismo (Mc 16.16; At 8.12). Em alguns casos a pessoa é Batizada com o Espírito Santo antes de serem Batizadas nas Águas.

BATISMO DE CRIANÇAS

Se a pessoa que irá se batizar deve ter consciência daquilo que esta fazendo, então como uma criança sem entendimento pode se batizar? A decisão pelo Batismo deve vir da própria pessoa e ninguém poderá decidir por ela. Uma criança não tem capacidade de decidir por Cristo, por isso cremos que pessoa menor que 12 anos de Idade não deve ser batizada.

A FORMA CORRETA DE BATISMO

O batismo deve ser feito uma só vez (Ef 4.5), em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, indicando a trindade (Mt 28.19). A declaração de Pedro em Atos 2.38 não é uma formula batismal e sim, que as pessoas que reconhecem Jesus como Senhor e Cristo recebiam o batismo.
Existem três formas de batismo:
1. Aspersão – O neófito recebe gotas de água sobre a cabeça, aspergida pelo celebrante.
2. Afusão – O celebrante derrama água sobre a cabeça do fiel.
3. Imersão – O crente converso é imerso na água, pelo celebrante, até ficar totalmente coberto por ela. Essa é a forma correta de batismo, ao analisarmos o verdadeiro significado da palavra batismo.

CONCLUSÃO

O Batismo nas Águas não salva, mas é praticado pelo salvo. Se uma pessoa esta a muitos anos na Igreja e não se decidiu pelo Batismo, por medo, alguma coisa esta errada em sua salvação. O discípulo convertido sente o desejo de descer as águas do Batismo (At 8.36-38).
Agora você, amado discípulo, deve se decidir se deseja viver nas incertezas desse mundo cruel ou receber a Jesus como seu único e suficiente Salvador. Se você escolheu receber a Cristo e deseja descer ás águas do batismo, preencha a ficha para o batismo que se encontra na última página desse livro e entregue para o seu discipulador. Que Deus te abençoe!


BIBLIOGRAFIA

v SHEDD, Bíblia de Estudos – Nota de rodapé - Tradução João Ferreira de Almeida – Edições Vida Nova.
v STEVANATTO, Joel e Leonor – Editora Aleluia – Crescimento da Igreja – Edição março de 2004.
v AUTOR DESCONHECIDO – Editora CPAD (Casa publicadora das Assembléias de Deus) – Apostila do Conselho de Doutrina da CGADB – Doutrinas Fundamentais.
v LIMA, José Hélio de – Fabiano Gomes – IBBC (Instituto Bíblico O Brasil Para Cristo) – Módulo VI – Eclesiologia.

sábado, 21 de novembro de 2009

A PAZ DO SENHOR A TODOS!!!

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