QUEM SÃO OS ANJOS
Hebreus 1.1-8, 13,14.
INTRODUÇÃO
O vocábulo “anjo” vem do grego “angelos” que literalmente significa “Mensageiro” ou “Embaixador”. Nas escrituras a palavra é empregada para designar uma ordem superior de seres que habitam nas regiões celestiais.
NATUREZA DOS ANJOS
v São seres criados (Ne 9.5,6; Cl 1.16).
v Não possuem forma física e se manifestam ao homem através de “Teofania” (Aparição ou revelação de Deus ou algo relacionado com a sua divindade ao homem)
v Possuem um alto grau de inteligência e sabedoria (2 Sm 14.17)
v Possuem poderes sobrenaturais (Sl 103.20)
v Não possuem o poder de procriação
v São inumeráveis (Ap 5.11; Dn 7.10; Dt 33.2; Hb 12.22; Lc 2.13; Sl 148.2-5; Jó 25.3)
ATRIBUIÇÕES DOS ANJOS
Servir ao povo de Deus (1Rs 19.5-7). Os anjos são “seres ministradores”(Hb 1.14), criados para servir aqueles que são salvos. Muitas experiências do povo de Deus, tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento, bem como nos dias pós-apostólicos, indicam que os anjos os tem auxiliado. Há pessoas que poderão sem obter conhecimento, estarem sendo ajudadas, porém a visita era real.
Proteger os fiéis na terra (Sl 34.7; 1Rs 19.5-7). A guarda e proteção em favor do povo de Deus é assunto dominante por toda a narrativa do Antigo Testamento (Gn 19.10,11; 2Rs 6.17, Dn 6.21,22). No Novo Testamento não foi um assunto menos importante (Mt 2.13; At 12.6-8; 27.23,24). Portanto você, querido discípulo de Cristo, é protegido por um anjo que designado por Deus acampa ao seu redor (Sl 34.7), e se por acaso algum mal vier te alcançar, Deus envia anjos para te guardar (Sl 91.10-12).
QUALIDADES DOS ANJOS
Santidade. É um estado dos anjos que servem a Deus, por isso, eles são identificados como “santos” (Ap 14.10; Mt 23.31; Mc 8.38; Lc 9.26; At 10.22). Porém aqueles que se rebelaram contra Deus perderam essa qualidade (Jo 8.44; 1Jo 3.8-10)
Reverência. É uma característica que envolve louvor e adoração a Deus em cuja presença os anjos O glorificam (Sl 29.1,2; 89.7; 103.20; 148.2).
ANJOS CAÍDOS
Eles eram santos e bons quando foram criados por Deus, entretanto dotados de personalidade e livre-arbítrio, esses seres angelicais escolheram se rebelar contra o Criador. O líder dessa rebelião foi o querubim ungido para o serviço do Trono de Deus, induzindo milhares de outros anjos a seguirem sua atitude (Is 14.12-16; Ez 28.12-19). Esses anjos perderam os seus estados originais e abandonaram seus domicílios, e foram precipitados nas trevas, reservados para o juízo do Grande Dia (2Pe 2.4; Jd 6).
A bíblia nos ensina algumas coisas a respeito da atividade desses espíritos:
1. Algumas vezes lhes é permitido afligir os corpos dos homens. Nos Evangelhos vemos muitas passagens na qual Jesus expulsou demônios (anjos maus) que afligiam pessoas.
2. Os anjos maus também podem exercer influencias malignas sobre as mentes e corações dos homens (Ef 6.12; Ap 20.7,8; 2Ts 2.9).
3. Outra atividade muito comum dos anjos maus é através de falsos mestres perverter as Santas Escrituras e seus ensinos. Um exemplo é na queda do homem onde Satanás pervertendo as ordens de Deus induziu Eva a pecar. Esses anjos enganadores e maus são chamados de demônios
CLASSIFICAÇÃO DOS ANJOS
O comentarista de Teologia da CPAD (Casa Publicadora das Assembléias de Deus), pastor Elienai Cabral, classifica os anjos da seguinte maneira:
Hierarquia angelical.
a- Arcanjo. É um termo cujo prefixo indica a mais elevada posição nessa hierarquia angelical. O prefixo “arc” significa principado. A Bíblia fala apenas de um arcanjo chamado Miguel, o qual, além de sua posição superior aos demais anjos, têm uma missão protetora em relação ao povo de Israel (Dn 10.13, 21; 12.1). Ele exerce juízo sobre os inimigos do povo de Israel (Jd v.9; Dn 12.1).
O termo “principado” é também aplicado em sentido relativo, certamente a anjos com missões específicas (Cl 1.16; Ef 1.21). Ver Ap 14.18; 16.5.
b- Querubim. No Hebraico o vocábulo querub aparece com o sentido de “guardar, cobrir”. Os querubins são uma classe especial de anjos diretamente relacionados com o trono de Deus. A Bíblia declara que Deus habita entre os querubins (1Sm 4.4; 2Rs 19.15; Sl 80.1; 99.1; Is 37.16).
c- Serafins. Esse vocábulo deriva do hebraico saraph que significa “ardente”, “refulgente” ou “brilhante”. Segundo a Bíblia, eles estão envolvidos diretamente no serviço de adoração ao Deus Todo-Poderoso (Is 6.1-3). São seres que proclamam e vindicam a santidade divina, louvando-o todo o tempo.
Ordem angelical neotestamentária.
Em Cl 1.16, vemos várias das classes de anjos, entre as quais estão os querubins e serafins.
a- Tronos. No original esta palavra refere-se a uma classe de anjos que tem uma relação vital com o trono de Deus, com a sua soberania. A metáfora de “tronos” na forma plural indica essa classe de anjos sobre os quais Deus, o Senhor, se assenta e reina sobre todas as coisas (1 Sm 4.4; 2Rs 19.15; Sl 80.1; 99.1). Os querubins se identificam perfeitamente a esta classe de seres angelicais como “anjos-tronos”.
b- Domínios. Esse termo aparece em algumas versões como “soberanias”. Portanto, “ domínios” são uma classe anjos que executam ordens da parte de Deus sobre as coisas criadas. Eles possuem poderes executivos para atuarem sobre o Universo, e especialmente sobre a terra.
c- Principados. Outro termo muito próximo de dominadores, mas que possuem atividades de príncipes do reino de Deus. A relação do termo “principados” pode ser ilustrada quando nos reinos da terra os principados regem sobre territórios pertencentes ao reino de um país. Na Bíblia existe um outro “príncipe” das hostes celestiais chamado “Miguel”, o qual exerce seu cuidado providente e protetor sobre a nação de Israel (Dn 10.13).
CONCLUSÃO
Os anjos são seres espirituais criados por Deus antes do homem. Eles têm como incumbência servir a Deus e a Igreja. Esses seres não devem ser adorados, invocados ou reverenciados, pois isso implica em idolatria e culto ao anjos, condenado pelas Escrituras Sagradas.(Cl 2.28; Ap 19.10).
BIBLIOGRAFIA
CABRAL, Elienai – CPAD (Casa Publicadora das Assembléias de Deus) Lições Bíblicas 1º Semestre de 2001.
v JOINER, Eduardo – Manual Pratico de Teologia – Editora Central Gospel – 2ª Edição 2007.
v OLIVEIRA, Raimundo Ferreira de – EETAD (Escola de Educação Teológica das Assembléias de Deus) – Anjos, homem e pecado – 4ª Edição 2001
v SHEDD, Bíblia de Estudos – Nota de rodapé - Tradução João Ferreira de Almeida – Edições Vida Nova.
Hebreus 1.1-8, 13,14.
INTRODUÇÃO
O vocábulo “anjo” vem do grego “angelos” que literalmente significa “Mensageiro” ou “Embaixador”. Nas escrituras a palavra é empregada para designar uma ordem superior de seres que habitam nas regiões celestiais.
NATUREZA DOS ANJOS
v São seres criados (Ne 9.5,6; Cl 1.16).
v Não possuem forma física e se manifestam ao homem através de “Teofania” (Aparição ou revelação de Deus ou algo relacionado com a sua divindade ao homem)
v Possuem um alto grau de inteligência e sabedoria (2 Sm 14.17)
v Possuem poderes sobrenaturais (Sl 103.20)
v Não possuem o poder de procriação
v São inumeráveis (Ap 5.11; Dn 7.10; Dt 33.2; Hb 12.22; Lc 2.13; Sl 148.2-5; Jó 25.3)
ATRIBUIÇÕES DOS ANJOS
Servir ao povo de Deus (1Rs 19.5-7). Os anjos são “seres ministradores”(Hb 1.14), criados para servir aqueles que são salvos. Muitas experiências do povo de Deus, tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento, bem como nos dias pós-apostólicos, indicam que os anjos os tem auxiliado. Há pessoas que poderão sem obter conhecimento, estarem sendo ajudadas, porém a visita era real.
Proteger os fiéis na terra (Sl 34.7; 1Rs 19.5-7). A guarda e proteção em favor do povo de Deus é assunto dominante por toda a narrativa do Antigo Testamento (Gn 19.10,11; 2Rs 6.17, Dn 6.21,22). No Novo Testamento não foi um assunto menos importante (Mt 2.13; At 12.6-8; 27.23,24). Portanto você, querido discípulo de Cristo, é protegido por um anjo que designado por Deus acampa ao seu redor (Sl 34.7), e se por acaso algum mal vier te alcançar, Deus envia anjos para te guardar (Sl 91.10-12).
QUALIDADES DOS ANJOS
Santidade. É um estado dos anjos que servem a Deus, por isso, eles são identificados como “santos” (Ap 14.10; Mt 23.31; Mc 8.38; Lc 9.26; At 10.22). Porém aqueles que se rebelaram contra Deus perderam essa qualidade (Jo 8.44; 1Jo 3.8-10)
Reverência. É uma característica que envolve louvor e adoração a Deus em cuja presença os anjos O glorificam (Sl 29.1,2; 89.7; 103.20; 148.2).
ANJOS CAÍDOS
Eles eram santos e bons quando foram criados por Deus, entretanto dotados de personalidade e livre-arbítrio, esses seres angelicais escolheram se rebelar contra o Criador. O líder dessa rebelião foi o querubim ungido para o serviço do Trono de Deus, induzindo milhares de outros anjos a seguirem sua atitude (Is 14.12-16; Ez 28.12-19). Esses anjos perderam os seus estados originais e abandonaram seus domicílios, e foram precipitados nas trevas, reservados para o juízo do Grande Dia (2Pe 2.4; Jd 6).
A bíblia nos ensina algumas coisas a respeito da atividade desses espíritos:
1. Algumas vezes lhes é permitido afligir os corpos dos homens. Nos Evangelhos vemos muitas passagens na qual Jesus expulsou demônios (anjos maus) que afligiam pessoas.
2. Os anjos maus também podem exercer influencias malignas sobre as mentes e corações dos homens (Ef 6.12; Ap 20.7,8; 2Ts 2.9).
3. Outra atividade muito comum dos anjos maus é através de falsos mestres perverter as Santas Escrituras e seus ensinos. Um exemplo é na queda do homem onde Satanás pervertendo as ordens de Deus induziu Eva a pecar. Esses anjos enganadores e maus são chamados de demônios
CLASSIFICAÇÃO DOS ANJOS
O comentarista de Teologia da CPAD (Casa Publicadora das Assembléias de Deus), pastor Elienai Cabral, classifica os anjos da seguinte maneira:
Hierarquia angelical.
a- Arcanjo. É um termo cujo prefixo indica a mais elevada posição nessa hierarquia angelical. O prefixo “arc” significa principado. A Bíblia fala apenas de um arcanjo chamado Miguel, o qual, além de sua posição superior aos demais anjos, têm uma missão protetora em relação ao povo de Israel (Dn 10.13, 21; 12.1). Ele exerce juízo sobre os inimigos do povo de Israel (Jd v.9; Dn 12.1).
O termo “principado” é também aplicado em sentido relativo, certamente a anjos com missões específicas (Cl 1.16; Ef 1.21). Ver Ap 14.18; 16.5.
b- Querubim. No Hebraico o vocábulo querub aparece com o sentido de “guardar, cobrir”. Os querubins são uma classe especial de anjos diretamente relacionados com o trono de Deus. A Bíblia declara que Deus habita entre os querubins (1Sm 4.4; 2Rs 19.15; Sl 80.1; 99.1; Is 37.16).
c- Serafins. Esse vocábulo deriva do hebraico saraph que significa “ardente”, “refulgente” ou “brilhante”. Segundo a Bíblia, eles estão envolvidos diretamente no serviço de adoração ao Deus Todo-Poderoso (Is 6.1-3). São seres que proclamam e vindicam a santidade divina, louvando-o todo o tempo.
Ordem angelical neotestamentária.
Em Cl 1.16, vemos várias das classes de anjos, entre as quais estão os querubins e serafins.
a- Tronos. No original esta palavra refere-se a uma classe de anjos que tem uma relação vital com o trono de Deus, com a sua soberania. A metáfora de “tronos” na forma plural indica essa classe de anjos sobre os quais Deus, o Senhor, se assenta e reina sobre todas as coisas (1 Sm 4.4; 2Rs 19.15; Sl 80.1; 99.1). Os querubins se identificam perfeitamente a esta classe de seres angelicais como “anjos-tronos”.
b- Domínios. Esse termo aparece em algumas versões como “soberanias”. Portanto, “ domínios” são uma classe anjos que executam ordens da parte de Deus sobre as coisas criadas. Eles possuem poderes executivos para atuarem sobre o Universo, e especialmente sobre a terra.
c- Principados. Outro termo muito próximo de dominadores, mas que possuem atividades de príncipes do reino de Deus. A relação do termo “principados” pode ser ilustrada quando nos reinos da terra os principados regem sobre territórios pertencentes ao reino de um país. Na Bíblia existe um outro “príncipe” das hostes celestiais chamado “Miguel”, o qual exerce seu cuidado providente e protetor sobre a nação de Israel (Dn 10.13).
CONCLUSÃO
Os anjos são seres espirituais criados por Deus antes do homem. Eles têm como incumbência servir a Deus e a Igreja. Esses seres não devem ser adorados, invocados ou reverenciados, pois isso implica em idolatria e culto ao anjos, condenado pelas Escrituras Sagradas.(Cl 2.28; Ap 19.10).
BIBLIOGRAFIA
CABRAL, Elienai – CPAD (Casa Publicadora das Assembléias de Deus) Lições Bíblicas 1º Semestre de 2001.
v JOINER, Eduardo – Manual Pratico de Teologia – Editora Central Gospel – 2ª Edição 2007.
v OLIVEIRA, Raimundo Ferreira de – EETAD (Escola de Educação Teológica das Assembléias de Deus) – Anjos, homem e pecado – 4ª Edição 2001
v SHEDD, Bíblia de Estudos – Nota de rodapé - Tradução João Ferreira de Almeida – Edições Vida Nova.
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